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Advogado criminal 24 horas: quando e por que chamar

Saiba quando acionar um advogado de direito criminal 24 horas, o que fazer na delegacia e como evitar erros que pioram sua defesa no início do caso.
Advogado criminal 24 horas: quando e por que chamar

Uma abordagem policial na saída de um bar. Uma ligação dizendo que um familiar foi levado para a delegacia. Uma intimação recebida à noite, sem tempo para “pensar com calma”. Em matéria criminal, o relógio não espera horário comercial — e os primeiros minutos costumam definir o que vai (ou não) ficar registrado no caso.

É aí que entra o advogado de direito criminal 24 horas: não como “solução mágica”, mas como intervenção imediata para proteger direitos, reduzir danos e organizar a estratégia antes que decisões precipitadas virem prova contra você.

O que, de fato, faz um advogado de direito criminal 24 horas

Disponibilidade 24/7 não é marketing quando o assunto é liberdade. Na prática, o atendimento contínuo serve para agir em cenários urgentes: prisão em flagrante, condução à delegacia, busca e apreensão, audiência de custódia, medidas protetivas, cumprimento de mandado e situações em que qualquer fala ou assinatura fora de contexto pode gerar consequências duradouras.

O papel do advogado nesse momento é direto: garantir que o procedimento respeite a lei, orientar o cliente sobre o que dizer (e o que não dizer), acompanhar depoimentos, pedir acesso a informações essenciais e avaliar medidas imediatas — como relaxamento de prisão, liberdade provisória, fiança, habeas corpus, além de requerimentos para preservar provas que favoreçam a defesa.

Existe um ponto que muita gente descobre tarde: o processo criminal começa antes do processo. Ele nasce no boletim de ocorrência, no auto de prisão em flagrante, nas primeiras declarações e nos detalhes “simples” do registro. Um plantão criminal bem feito reduz o risco de uma narrativa unilateral se consolidar.

Quando chamar: situações em que esperar pode custar caro

Nem toda acusação termina em condenação, e nem toda investigação vira denúncia. Mas há cenários em que aguardar “até amanhã” é apostar alto.

Prisão em flagrante e condução para delegacia

Se a pessoa foi presa ou levada para prestar esclarecimentos, o acompanhamento é prioridade. É comum o investigado ser ouvido quando está nervoso, cansado ou sem entender o que está sendo imputado. Um advogado presente evita que o procedimento vire um roteiro de autoincriminação por medo, confusão ou pressão.

Mandado de busca e apreensão

Busca e apreensão em casa ou na empresa pode ocorrer cedo, tarde, em dias úteis ou não. Sem orientação, é fácil permitir excessos, entregar o que não foi solicitado ou perder o controle sobre o que foi levado. O advogado atua para verificar a regularidade do mandado, acompanhar a diligência e registrar eventuais abusos.

Violência doméstica e medidas protetivas

Em casos envolvendo Lei Maria da Penha, a urgência é dupla: há risco real para as pessoas e também um impacto processual imediato. Medidas protetivas podem ser deferidas rapidamente, e a forma como a situação é apresentada nas primeiras horas influencia decisões judiciais. Aqui, “it depends” é regra: cada caso exige cautela máxima, postura responsável e orientação precisa.

Audiência de custódia

A custódia costuma ocorrer em poucas horas após a prisão. Chegar sem defesa técnica ou com uma orientação tardia pode significar perder a oportunidade de demonstrar ilegalidades, desnecessidade da prisão ou condições para medidas alternativas.

Situações envolvendo empresas e profissionais

Crimes econômicos, acusações de apropriação indébita, estelionato, crimes tributários, concorrenciais, ambientais ou incidentes com colaboradores podem explodir fora do expediente. Para empresas, o “24 horas” tem um valor adicional: preservar evidências, orientar comunicação interna e reduzir o risco de atitudes impulsivas que gerem novos problemas (inclusive trabalhistas e de compliance).

O que fazer nas primeiras horas: postura que protege

A urgência não autoriza improviso. Algumas atitudes simples evitam danos irreversíveis.

Primeiro: mantenha a calma e seja educado. Discussões, resistência e “desabafos” podem ser interpretados como desacato, ameaça ou tentativa de obstrução, dependendo do contexto.

Segundo: não tente explicar tudo sozinho. A vontade de “esclarecer” imediatamente é humana, mas o ambiente policial não é uma conversa informal. Detalhes mal colocados, contradições de nervosismo ou frases ambíguas podem ser usadas contra você.

Terceiro: peça para falar com um advogado antes de prestar declarações e antes de assinar qualquer documento. Assinatura em termo sem leitura cuidadosa é um erro clássico.

Quarto: se possível, guarde informações objetivas: local, horário, nomes (ou identificações), o que foi dito, quem estava presente, e se houve apreensão de objetos. No caso de empresas, registre também quais sistemas foram acessados e quais documentos foram levados.

Delegacia não é tribunal — mas é onde muita coisa se decide

Há uma crença perigosa: “na delegacia não vale, depois eu explico ao juiz”. Na realidade, a delegacia produz documentos que viajam pelo processo: boletim, termos, autos, laudos iniciais, relatórios e registros que ajudam a construir a versão dos fatos.

O advogado de plantão trabalha para evitar dois extremos ruins: de um lado, o silêncio mal compreendido, que pode parecer fuga; de outro, a fala descontrolada, que pode se tornar confissão informal.

Também é nesse momento que se verifica se houve irregularidade: ausência de comunicação de prisão, restrição indevida de contato, pressão psicológica, falta de clareza sobre imputação, apreensão sem formalidades, ou tentativa de colher declarações sem garantias mínimas. Quando algo sai do eixo, a reação precisa ser rápida, documentada e tecnicamente correta.

24 horas não significa “promessa de resultado” — significa prontidão

Defesa criminal séria não vende absolvição. Quem promete resultado está ignorando variáveis que não controla: prova, dinâmica do caso, histórico, decisões judiciais, perícias, depoimentos de terceiros.

O que um advogado criminal 24 horas pode e deve garantir é outra coisa: presença imediata, orientação objetiva e ação estratégica desde o primeiro ato. Isso inclui avaliar se é caso de fiança, liberdade provisória, pedido de relaxamento por ilegalidade, e a melhor forma de conduzir a comunicação com autoridades.

Existe também um custo de oportunidade: cada hora sem orientação pode aumentar o risco de uma narrativa se consolidar sem contraditório. Depois, reverter é possível — mas quase sempre dá mais trabalho e deixa marcas.

Como escolher um advogado criminal 24 horas em São Paulo

Em São Paulo, a oferta é grande. O critério não pode ser só “quem atende mais rápido”, embora rapidez seja indispensável. Procure sinais de seriedade.

A experiência prática em plantão criminal e atuação em delegacias e audiências de custódia costuma fazer diferença, porque o profissional precisa conhecer o ritmo do procedimento. Comunicação clara é outro ponto: você tem que entender o que está acontecendo e quais são os próximos passos, sem “juridiquês” e sem alarmismo.

Além disso, avalie estrutura. Um plantão real exige capacidade de deslocamento, disponibilidade efetiva e organização para coletar documentos, acessar informações, conversar com familiares e preparar medidas urgentes.

Para pessoas jurídicas, soma-se um fator: visão multidisciplinar. Um incidente criminal pode gerar reflexos em contratos, relações trabalhistas, responsabilidade de administradores e reputação. Um atendimento que enxerga só o pedaço criminal pode deixar buracos em outras frentes.

Onde a atuação imediata muda o rumo do caso

Nem sempre a virada acontece em uma grande tese. Muitas vezes, é detalhe operacional: evitar que um termo venha com redação enviesada, garantir que um objeto apreendido seja descrito corretamente, preservar a cadeia de custódia, conseguir contato rápido com testemunhas, assegurar que o juiz na custódia receba informações essenciais.

Em outros casos, a urgência é humana: família sem notícia, empresa paralisada, medo de exposição. A defesa 24 horas serve também para organizar o cenário, orientar a comunicação e dar previsibilidade ao que vem a seguir.

Quando esse trabalho é bem feito, o processo fica menos “reativo” e mais estratégico. A defesa passa a escolher o momento e o modo de apresentar elementos, em vez de correr atrás do prejuízo.

Atendimento imediato com visão completa

A atuação criminal urgente funciona melhor quando está integrada a outras áreas do Direito. É exatamente por isso que escritórios com estrutura multidisciplinar conseguem responder com mais consistência em casos que envolvem família, empresa, trabalho e patrimônio ao mesmo tempo.

Na prática, um plantão 24 horas precisa ser acionável e objetivo: entender o fato, mapear riscos, estabilizar o cenário e agir. Se você está em São Paulo e precisa de suporte criminal imediato, a RDM Advogados mantém plantão criminal 24 horas com foco em resposta rápida e estratégia desde o primeiro contato.

O que ninguém merece, em uma situação que já é difícil, é ficar tomando decisões no escuro. Quando o problema bate à porta fora de hora, o melhor passo é simples: pare, respire e chame orientação técnica antes de falar por impulso.

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