Pular para o conteúdo
Rândalos Madeira Advogados Associados

Outros

custodia sai de tornozeleira

Por 6 min de leitura

Custodia sai de tornozeleira A expressão "custodia sai de tornozeleira" costuma aparecer em discussões sobre medidas cautelares penais no Brasil…

Fotografia institucional aprovada pelo titular para uso editorial

Custodia sai de tornozeleira

A expressão “custodia sai de tornozeleira” costuma aparecer em discussões sobre medidas cautelares penais no Brasil, especialmente quando uma pessoa, monitorada eletronicamente por tornozeleira, volta a ser presa preventivamente. Este artigo explica em que situações pode ocorrer essa regressão e quais são as implicações legais do processo.

O que significa custodia sair de tornozeleira?

Quando alguém está submetido à tornozeleira eletrônica, sua liberdade está condicionada, mas não totalmente restrita. A custódia sair da tornozeleira, em linguagem jurídica e policial, indica que, por determinação judicial, a pessoa deixa de ser monitorada eletronicamente e passa para uma custódia mais restrita, normalmente a prisão preventiva em estabelecimento fechado.

Como funciona o monitoramento por tornozeleira eletrônica?

O monitoramento eletrônico é uma medida cautelar alternativa à prisão, prevista no Código de Processo Penal, após mudanças promovidas pela Lei nº 12.403/2011. Nesse formato, o investigado ou réu permanece em liberdade, mas com restrições controladas por meio de dispositivo eletrônico. A medida é aplicada por decisão judicial e acompanha regras como:

– Proibição de frequentar certos lugares
– Limitação de horários para circulação
– Obrigação de permanecer em determinado município
– Proibição de contato com determinadas pessoas

O descumprimento dessas obrigações pode justificar a revogação da medida e a imposição de custódia mais severa, inclusive a prisão preventiva.

Requisitos para aplicação da tornozeleira

A aplicação da tornozeleira depende de análise do juiz, que avalia desde a gravidade do delito até os antecedentes e a situação do investigado ou réu. Ela não é automática e pode ser convertida em prisão, ou suspensa, conforme o caso.

Em que situações a pessoa deixa de usar tornozeleira e volta para a prisão?

A saída da medida de monitoramento para custódia mais restritiva geralmente ocorre em pelo menos três cenários:

1. Descumprimento das obrigações – O monitorado viola condições impostas, como rompimento do dispositivo, afastamento da área permitida ou reincidência em crime.
2. Novo fato grave – Surgem elementos que demonstram risco maior à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.
3. Decisão judicial fundamentada – O juiz entende que outras medidas alternativas não garantem mais a segurança do processo ou da sociedade.

Nessas hipóteses, a custódia sai da tornozeleira – ou seja, a pessoa deixa de ser monitorada eletronicamente e retorna à prisão cautelar, seja em regime fechado ou semiaberto, conforme determinado.

Qual a fundamentação legal para retirar a tornozeleira e converter em prisão?

A Lei nº 12.403/2011, que alterou o Código de Processo Penal, prevê que o descumprimento de medidas cautelares, inclusive a tornozeleira eletrônica, pode motivar a substituição por prisão preventiva. É necessário que haja decisão fundamentada, na qual o juiz argumente por que nenhuma medida menos gravosa seria suficiente para o caso concreto.

O artigo 282, §4º, do Código de Processo Penal menciona que, em caso de descumprimento, “o juiz poderá, de ofício ou mediante requerimento das partes, substituir a medida, impor outra em cumulação ou decretar a prisão preventiva”.

Passos do procedimento judicial na conversão de tornozeleira para custódia

A seguir, um resumo do fluxo mais comum no Judiciário:

1. Comunicação do descumprimento – Órgãos responsáveis pelo monitoramento informam o juiz.
2. Manifestação do Ministério Público e defesa – O juiz pode ouvir as partes envolvidas sobre o caso.
3. Decisão fundamentada – O juiz avalia as provas, as razões apresentadas e fundamenta a decisão.
4. Expedição de mandado de prisão – Havendo fundamentação, o mandado é expedido para recolhimento do investigado ou réu.

Esse procedimento busca sempre garantir o contraditório e a ampla defesa, princípio essencial no processo penal brasileiro.

Diferença entre prisão preventiva e monitoramento eletrônico

A tabela a seguir sintetiza as principais distinções:

| Critério | Monitoramento Eletrônico | Prisão Preventiva |
|——————————|——————————|————————————–|
| Natureza | Cautelar, menos gravosa | Cautelar, mais gravosa |
| Grau de restrição | Liberdade parcial | Privação total da liberdade |
| Dependência de decisão judicial| Sim | Sim |
| Possibilidade de substituição | Pode virar prisão | Pode, excepcionalmente, ser relaxada |
| Descumprimento de condições | Pode gerar prisão preventiva | Mantém-se preso |

Direitos e garantias do investigado ou réu

Mesmo ao ter a tornozeleira substituída pela prisão, a pessoa tem direito de ser comunicada da decisão e de apresentá-la à defesa. Além disso, possíveis excessos ou ilegalidades podem ser questionados por meio de habeas corpus ou recursos cabíveis.

O que pode impedir a regressão da tornozeleira para prisão?

Em determinadas situações, o próprio juiz pode entender que as falhas cometidas pelo monitorado não justificam, por si só, o retorno à custódia fechada. Fatores como erro técnico, justificativa plausível do monitorado ou situação excepcional podem ser considerados para manter a medida menos grave.

Perguntas frequentes sobre custodia e tornozeleira eletrônica

O juiz pode mandar prender quem descumpre regras da tornozeleira?

Sim, o descumprimentó das condições impostas para o uso da tornozeleira eletrônica pode levar o juiz a converter o monitoramento em prisão preventiva.

É necessário audiência para converter tornozeleira em prisão?

Nem sempre. O juiz pode decidir diretamente, mas geralmente permite a manifestação da defesa e do Ministério Público antes de decidir.

O que acontece se o equipamento falha, mas não há dolo do monitorado?

Se ficar comprovado que a falha foi técnica e não intencional, isso pode evitar a regressão para prisão, mas cada caso é analisado individualmente.

Após voltar à prisão, ainda é possível retornar à tornozeleira?

Sim, se a situação que motivou a prisão for superada, a defesa pode pedir para que o investigado volte ao monitoramento eletrônico.

Custodia com tornozeleira significa ausência de restrição da liberdade?

Não. O uso da tornozeleira significa restrição parcial da liberdade, que pode se tornar total se houver descumprimento das regras.

Conclusão

A custódia sair de tornozeleira representa um movimento do sistema penal, elevando o grau de restrição diante do não cumprimento das regras. A imposição da custódia mais severa depende de análise judicial fundamentada e respeita os direitos do monitorado. Diante de situações assim, é fundamental buscar orientação jurídica especializada.

Se você ou alguém próximo enfrenta questões relacionadas a custódia, tornozeleira eletrônica ou medidas cautelares, procure um advogado para avaliar a situação e definir os próximos passos. Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe do RDM Advogados e conte com orientação profissional.

O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar?

Instagram · LinkedIn · YouTube · TikTok · X · Google Meu Negócio

Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.

Conteúdo revisado pela equipe RDM Advogados Associados.

Informação ajuda. Orientação jurídica decide.

Conteúdo educativo, notícias e análises para compreender riscos, prevenir conflitos e identificar quando buscar atendimento profissional.

Apresentar o caso