Você sabia que o mesmo pedido de empréstimo pode ser avaliado por duas “visões” diferentes do seu histórico financeiro? Em resumo: Score Serasa e SCR do Banco Central são complementares — bancos consultam ambos, usando o Serasa para uma leitura rápida do seu comportamento e propensão ao risco (pontuação) e o SCR para checar o histórico oficial de operações de crédito e eventuais restrições; entender essa diferença é crucial porque influencia aprovação, taxas e limites que instituições como Caixa, Bradesco e outras aplicam. Neste texto você vai descobrir exatamente o que cada ferramenta mostra, como os bancos ponderam essas informações na prática, como consultar os registros e quais medidas concretas tomar para melhorar suas chances de crédito.
2. O que é o SCR do Banco Central e para que serve
O SCR é o cadastro centralizado que consolida as operações de crédito reportadas ao Banco Central; ele possibilita a análise detalhada do histórico e da exposição de clientes pelas instituições financeiras, tornando as decisões de crédito mais seguras.
Registro regulatório que transforma dados individuais em sinal de risco para concessão
Ele atua como um repositório estruturado: bancos e financeiras enviam contratos, saldos, limites e informações sobre inadimplência ao Banco Central com periodicidade definida. O Banco Central, por sua vez, consolida esses dados para mapear a concentração por cliente, o perfil de endividamento e um score institucional. Para um gerente de crédito isso evita avaliações duplicadas e reduz perdas por superexposição, pois evidencia o comprometimento real além das consultas em bureaus comerciais.
Na prática, o serviço alimenta modelos de risco e as tabelas de limites internos. O Banco Central padroniza os campos, o que facilita a comparação entre instituições e a calibração das políticas de crédito. Quando uma instituição realiza consulta, obtém acesso às informações disponíveis sobre contratos vigentes, histórico de pagamentos e eventos relevantes; isso eleva a granularidade das análises internas e acelera a decisão de aprovar ou rejeitar propostas.
O SCR também fornece relatórios agregados que o Banco Central usa para monitorar a estabilidade do crédito e os riscos sistêmicos. Instituições podem cruzar os dados do cliente com exposições setoriais e ajustar provisões de maneira mais precisa. Além disso, o Banco Central disponibiliza indicadores que ajudam a identificar clientes com múltiplos compromissos e a priorizar ações de cobrança; as informações disponíveis permitem decisões táticas imediatas sem depender apenas de scores comerciais, curiosamente melhorando tanto a prevenção quanto a recuperação.
Consulta ao SCR revela compromissos não visíveis em bureaus privados, reduzindo surpresa por passivos ocultos.
Ao utilizar o SCR, o analista diminui o risco de crédito por meio de uma visão consolidada; recomenda-se implementar consultas regulares e integrar os relatórios às políticas de limite para garantir controles mais eficientes.
3. O que é o score da Serasa e como bancos o utilizam
O score da Serasa é um número que sintetiza a probabilidade de um consumidor honrar compromissos; ele traduz comportamento de pagamento em um sinal útil para decisões de crédito. Na prática, muitas instituições usam esse indicador como porta de entrada para ofertas, triagens iniciais e priorização de análise.
Ponte operacional entre dados públicos e decisão de crédito
O cálculo do score resulta de algoritmos estatísticos aplicados ao histórico de pagamentos, consultas e padrões observados nas bases da Serasa; a escala vai de 0 a 1000. Para instituições financeiras, ele atua como um termômetro de risco: scores elevados diminuem a necessidade de garantias, enquanto scores baixos disparam medidas de proteção ao crédito, como negativações e bloqueio de produtos. Curiosamente, em bancos de varejo, a integração do score às regras internas pode reduzir o tempo médio de aprovação em até 40%.
Na rotina dos analistas, o score é cruzado com políticas internas — faixas de limite, taxas e exigências — para definir a ação a ser tomada. Um banco pode liberar um empréstimo pré-aprovado para quem tem score acima de X; outro prefere empregá-lo apenas na precificação do risco. Por outro lado ele serve como insumo principal em modelos automáticos: fintechs, por exemplo, costumam utilizá‑lo para escalonar limites de cartão e segmentar campanhas de aquisição para perfis com maior chance de conversão.
As aplicações práticas mostram claras diferenças operacionais: instituições tradicionais tendem a combinar score e SCR na validação final, enquanto fintechs podem trabalhar só com o score e fontes alternativas de dados. Além disso, o indicador é usado em rotinas de proteção ao crédito — monitoramentos diários de queda no score acionam revisão de limite e medidas preventivas. O consumidor percebe esse efeito de forma direta, já que variações no score influenciam taxas ofertadas e a necessidade de garantias.
Score é um filtro rápido; lá onde falta SCR, ele passa a ser principal critério operacional.
Ao entender a dinâmica do score, equipes de risco e comerciais ajustam parâmetros para equilibrar oferta, cobrança e proteção ao crédito, aprimorando aceitações e reduzindo perdas sem comprometer a experiência do cliente.
4. Quem consulta o SCR e quem consulta bureaus (instituições e publico)
4. O SCR é consultado por órgãos reguladores e por credores com acesso restrito; já os bureaus recebem consultas de empresas comerciais e do público em geral. Ele detalha quem acessa os dados e com que finalidade, seja para exigência regulatória ou para uso prático no mercado.
Acesso segregado: segurança regulatória versus uso comercial
O SCR concentra consultas de diversos bancos, instituições financeiras e do próprio Banco Central; ele é acionado sobretudo por entidades que precisam avaliar o risco de crédito de forma consolidada. Assim, permite ao banco verificar, com maior profundidade, o histórico de pessoas físicas e jurídicas antes de autorizar operações complexas. Em contraste, os bureaus são consultados com frequência em decisões de oferta de crédito ao consumidor e em análises de concessão em larga escala.
Bureaus comerciais atendem varejistas, correspondentes bancários e plataformas digitais que buscam scores e padrões de pagamento para decisões imediatas. Eles processam consultas em grande volume, suportando pré-aprovações automáticas e ações de marketing de crédito. O público também tem acesso simplificado às suas próprias fichas: consumidores podem solicitar e revisar seus dados, enquanto bancos usam essas consultas para fins de compliance e precificação.
Na prática, ele diferencia claramente os tipos de consulta — por um lado, aquelas voltadas à prevenção de risco, feitas por instituições financeiras e reguladores; por outro, as rotineiras, com finalidade comercial. Pessoas físicas procuram seus registros para corrigir inconsistências; tanto pessoas físicas quanto jurídicas são incluídas nas bases conforme seus relacionamentos de crédito. Instituições que necessitam de um histórico consolidado recorrem ao SCR; fornecedores de operações de menor valor, preferem os bureaus.
Consulta ao SCR exige autorização institucional; bureaus servem tanto instituições quanto o público consumidor.
Ele orienta decisões imediatas: bancos escolhem o SCR para análises estruturadas e os bureaus para operações de varejo, o que torna as escolhas operacionais mais claras e eficientes.
5. Como os bancos realmente usam: decisão de crédito, emprestimos e financiamentos
5. O banco avalia simultaneamente o Score Serasa e o SCR do Bacen para decisões práticas: ele combina modelos internos com informação de crédito do próprio banco e regras de negócio para aprovar empréstimos e financiamentos.
Aplicação operacional do SCR versus Score na jornada de crédito
Ele utiliza o Score Serasa como sinal ágil do comportamento de pagamento, enquanto o SCR do Bacen funciona como repositório detalhado do histórico de dívida; curiosamente, essa dupla visão permite decisões mais rápidas sem sacrificar profundidade analítica.
Na triagem inicial o Score reduz o volume de solicitações e acelera processos, mas em análises aprofundadas a informação extraída do SCR define concentração de risco e encadeamento de operações, orientando limites e condições de empréstimos e financiamentos.
Em crédito para operações de médias e grandes quantias, o banco cruza dados do SCR com sua base interna — capacidade de pagamento, garantias e fluxo de caixa são avaliados em conjunto —, e assim parâmetros de preço e limites são calibrados de forma mais precisa.
Por exemplo, taxas podem ser ajustadas automaticamente ao detectar atrasos históricos no SCR e novos empréstimos são bloqueados preventivamente quando o limite agregado atinge gatilho interno, reduzindo perdas observadas em modelos de perda esperada.
Para operações pequenas e rotativas o procedimento é mais ágil: ele prioriza o Score e sinais de comportamento em tempo real mas exige que a informação de crédito do banco venha atualizada antes da formalização; implementação típica envolve integração via API com bureaus, consultas periódicas ao SCR e regras automatizadas de aprovação.
Diferença prática: Score para velocidade; SCR para profundidade e controle contínuo.
Ele estrutura políticas que aproveitam o Score na decisão inicial e recorrem ao SCR para calibrar preço, estabelecer limites e manter monitoramento contínuo dos empréstimos e financiamentos, garantindo controle proativo do risco.
6. Como verificar se seu nome consta no SCR ou no Serasa (passo a passo de consultas)
Ele precisa confirmar se seu nome consta em diferentes bases de crédito; o procedimento combina consultas ao Serasa e ao SCR do Banco Central com etapas objetivas, rápidas e gratuitas para verificar restrições e o histórico de operações garantidas.
Consulta prática e dirigida: onde localizar cada informação
Para saber se o nome dele está no Serasa, ele acessa o site oficial ou o aplicativo Serasa Consumidor; ao entrar com CPF e e‑mail, valida a identidade e visualiza registros de inadimplência, acordos e o score. Já para checar o SCR do Banco Central, o caminho é o Registrato: autentica‑se via gov.br e solicita o extrato cadastral das operações de crédito vinculadas ao CPF.
Procedimento passo a passo:
Esse fluxo deixa claro onde o nome dele aparece e distingue débitos informados por credores (Serasa) de operações creditícias declaradas pelas instituições ao Banco Central (SCR).
Ao confrontar os relatórios, ele consegue confirmar se a inscrição decorre de uma restrição ativa ou apenas do registro de empréstimos. Para análises históricas úteis, é recomendável baixar os arquivos do Registrato e do Serasa; assim é possível cruzar datas, valores e credores, o que facilita uma contestação formal. Se identificar erro, ele usa os PDFs salvos como prova para solicitar correção junto ao credor ou encaminhar reclamação ao Banco Central.
Basta acessar cada plataforma e salvar os PDFs: evidência digital acelera correções administrativas e negociações com bancos.
- Serasa: criar ou entrar na conta Serasa, autorizar a consulta do CPF e analisar débitos e acordos listados.
- SCR/Registrato: acessar o Registrato pelo portal gov.br, autenticar com login único e selecionar a consulta de operações de crédito.
- Exportar ou salvar os comprovantes em PDF para usar em contestações ou negociações.
Com esses documentos em mãos, ele obtém clareza sobre registros em ambas as bases e dispõe de material acionável para contestar, negociar ou comprovar que seu nome foi regularizado.
7. O que consta nas bases: tipos de informacao, atendendo pessoas físicas e jurídicas
Ele detalha quais tipos de informação constam em cada base e de que maneira esses dados impactam decisões de crédito para pessoas físicas e operações bancárias envolvendo pessoas jurídicas.
Mapeamento prático de campos relevantes para análise de risco
No SCR do Bacen, ele encontra registros padronizados sobre crédito concedido, saldo devedor, garantias e ações de cobrança judicial. Essas informações estão organizadas por contrato e são atualizadas pelas instituições financeiras; servem para mensurar concentração de risco, avaliar ativos vinculados e acompanhar o histórico de adimplência. Para pessoas físicas o foco recai sobre histórico de operações e garantias reais; para pessoas jurídicas incluem-se limites por CNPJ e eventual participação em grupo econômico.
Nos bureaus, como a Serasa, ele acessa scores, consultas cadastrais, registros de inadimplência, cheques sem fundos e indicadores comportamentais agregados. Curiosamente, esses dados são menos granulares que os do SCR quanto a contratos, porém oferecem correlações rápidas entre comportamento de pagamento e probabilidade de default. Para pessoas físicas alimentam modelos de score; para pessoas jurídicas sinalizam risco comercial e alertam para negativação.
Na prática, as instituições combinam fontes: usam contratos e exposições do SCR para fixar limites e provisionamentos, enquanto os dados dos bureaus apoiam decisões de pré-aprovação, monitoramento em tempo real e ofertas comerciais. Ele recomenda cruzar identificação (CPF/CNPJ), lastro de ativos e histórico de recuperação para obter decisões mais robustas e reduzir perdas tanto em operações corporativas quanto individuais.
Combinar a granulação contratual do SCR com sinais comportamentais dos bureaus maximiza a acurácia na concessão de crédito.
- Contratos e exposições (SCR): valores, prazos, garantias e histórico de pagamento por contrato.
- Registros de inadimplência (bureaus): protestos, negativação, cheques sem fundos e score agregado.
- Dados cadastrais e demográficos: endereço, atividade econômica (CNAE) para pessoas jurídicas e renda declarada para pessoas físicas.
- Histórico de recuperação e ativos vinculados: garantias reais, leilões e execuções que influenciam a avaliação do aproveitamento de ativos.
Ele deve priorizar cruzamentos de CPF/CNPJ, validação de ativos e o uso combinado das informações disponíveis para decisões imediatas e mitigação de risco; assim aumentam-se as chances de decisões consistentes e com visão integral do tomador.
8. Prazo, atualização e responsabilidade: como e quando as informacoes são atualizadas
Item 8 estabelece prazos, periodicidade e responsáveis pela atualização do Score Serasa e do SCR do Bacen, indicando com clareza como e quando os dados devem ser sincronizados para sustentar decisões de crédito confiáveis.
Responsabilidade operacional versus legal
Ele destaca que o SCR do Bacen obedece a prazos fixados por resolução do Banco Central; informações cadastrais e operacionais precisam ser registradas pelas instituições entre D+1 e D+30, dependendo da natureza do evento. Curiosamente, a exigência foi reforçada em resolução recente, o que obrigou ajustes nos sistemas bancários nos últimos anos para garantir consistência e audibilidade dos registros.
Ela explica que o Score Serasa, por sua vez, evolui conforme ciclos de atualização dos bureaus privados: é comum haver envio diário de dados positivos e negativos, porém a frequência prática varia segundo as bases encaminhadas pelos credores. Por outro lado, acordos de integração firmados recentemente reduziram a latência; assim, tornou-se mais factível que ambos os ambientes reflitam informações quase em tempo real quando necessário, sem, contudo, eximir as instituições das obrigações legais previstas pelo regulador.
Ele orienta que a responsabilidade primária pela veracidade e pelo prazo de comunicação ao SCR recai sobre a instituição fornecedora do dado, enquanto o bureau responde pela integração e normalização dos registros para fins de cálculo do score. Para operações de crédito imediatas recomenda-se verificação cruzada entre SCR e Score, de modo a identificar informações obsoletas e atualizá‑las antes da decisão final.
Prazo e fonte: falha na integração entre fornecedor e SCR é causa recorrente de dados não atualizados em decisões de crédito.
Ela recomenda auditorias periódicas aos processos de envio, implementação de mecanismos de retry e rotinas de monitoramento que detectem inconsistências e reduzam o risco de decisões equivocadas. Ademais, testes de integração automatizados e indicadores de SLA ajudam a mitigar falhas operacionais que, não raramente, comprometem a qualidade da informação.
9. Erros, contestação e manifestação de discordância nos registros
9. Erros, contestação e manifestação de discordância nos registros: ele identifica quando um lançamento indevido impacta **Score Serasa** ou **SCR do Bacen** e descreve passos práticos para contestar e corrigir registros com eficiência.
Quando a divergência entre fontes altera decisões de crédito
Ao perceber um erro que afeta o Score Serasa ou o SCR do Bacen, ele dá início à contestação com documentação organizada. Primeiro, mapeia a origem do problema — seja a instituição financeira ou a base do Bacen — e reúne comprovantes relevantes (contratos, comprovantes de pagamento, extratos e protocolos). Curiosamente, o envio simultâneo desses documentos ao fornecedor do dado e ao bureau tende a acelerar a correção; além disso, ele registra a manifestação de discordância para criar trilha formal do caso.
Se o lançamento estiver no SCR, o procedimento muda: as instituições que alimentam o Bacen são responsáveis pela retificação dos dados. Ele, portanto, encaminha pedido formal à instituição responsável e utiliza os canais oficiais do banco quando necessário; em muitos casos a resposta escrita é exigida para assegurar a correção. No âmbito do Score Serasa, o envio ao birô é acompanhado pela manifestação de discordância, que ativa investigação interna — ele monitora prazos e solicita protocolo por escrito para prevenir reabertura do problema.
Para acelerar a solução, ele prioriza provas temporais — datas de pagamento e números de protocolo — e requer posicionamento por escrito. Quando a instituição não promove a correção, recorre ao Serviço de Atendimento ao Consumidor ou à Ouvidoria; persistindo a negativa, registra reclamação no Bacen ou no PROCON. Por outro lado, costuma lembrar que o uso correto dos portais específicos para reclamação formal, com anexos no formato exigido, facilita o acompanhamento com número de protocolo.
Documentos com data e protocolo reduzem tempo de correção e limitam impacto no score.
Ele conclui que a contestação ativa, aliada ao envio organizado de provas, diminui a probabilidade de dano prolongado e força retificações mais céleres por parte das instituições, reduzindo impactos na análise de crédito.
10. Impacto na sua vida financeira: risco, proteção e medidas para recuperar crédito
10. Impacto direto: quando bancos consultam SCR do Bacen e Score Serasa, ele identifica riscos imediatos sobre acesso ao crédito, aumento nos custos de juros e a necessidade de acionar proteção crédito para preservar suas opções financeiras.
Como diferenças nas bases de dados afetam decisões de crédito e recuperação
Cada vez que uma instituição utiliza o SCR do Bacen e encontra um histórico detalhado de operações, ele observa maior chance de recusa ou de propostas com taxas superiores; curiosamente, isso ocorre mesmo quando o Score Serasa está mais favorável. Por outro lado, inconsistências registradas no SCR fazem com que os bancos adotem postura mais conservadora, reduzindo ofertas ou condicionando a liberação a garantias e comprovantes adicionais.
Quando o Score Serasa oscila para cima, ele pode receber propostas de crédito mais brandas, contudo se o SCR conserva apontamentos negativos os bancos tendem a manter restrições. A recomendação prática é adotar medidas que comprovem boa fé financeira: negociar parcelas com entrada, formalizar acordos junto ao emissor do débito e registrar essa negociação no SCR. Além disso, comprovar regularidade de renda e ativar serviços de proteção ao CPF reduzem a percepção de risco.
Medidas simples e contínuas aceleram a recuperação: formalizar parcelamentos, obter comprovantes de quitação e acompanhar a atualização em ambas as bases—Serasa e SCR—são passos essenciais. Consumidores que documentam acordos e comprovam pagamentos retomam o acesso a financiamentos com mais rapidez; essa dinâmica diminui o custo efetivo total em propostas futuras e melhora o histórico perante instituições financeiras.
Aplicações diretas incluem solicitar baixa formal no Sistema de Informações de Crédito após a quitação, exigir comprovantes de baixa e verificar a correção nos dois sistemas. Também é recomendável aderir ao cadastro positivo e controlar gastos, pois tais atitudes sinalizam menor risco aos bancos e tendem a elevar o score ao longo do tempo.
Registrar acordos no SCR e comprovar pagamento acelera recuperação de crédito e reduz juros em ofertas subsequentes.
Ele deve priorizar medidas imediatas, monitorar tanto o Score Serasa quanto o SCR, e ativar proteção crédito para restaurar acesso a empréstimos e financiamentos; assim, reconstrói confiança junto às instituições e melhora suas condições de crédito.
Conclusão
Ele compreende agora a distinção prática entre o Score Serasa e o SCR do Banco Central: o primeiro funciona como um indicador comercial de comportamento, enquanto o segundo é uma base regulatória que influencia diretamente decisões formais de crédito.
O que realmente pesa na aprovação de crédito
Ele sabe que o Score Serasa reflete hábitos de pagamento e facilita ofertas comerciais, ao passo que o SCR consolida operações, garantias e informações formais das instituições. Curiosamente, na rotina dos bancos ambos entram na equação: campanhas de marketing costumam privilegiar o score; já a definição de limite e a análise de risco se apoiam no SCR. Para reduzir recusas evitáveis, recomenda-se examinar relatórios de crédito e solicitar correções quando houver dados inconsistentes.
Ele observa casos práticos que ilustram a diferença: um consumidor com score alto recebeu proposta pré-aprovada, porém teve limite negado porque o SCR apontou garantia vinculada a outra operação. Por outro lado, instituições que cruzam fontes ajustam taxas e limites conforme o histórico completo do cliente. Antes de assinar qualquer contrato, é prudente conferir extratos do SCR e a carta de condições do banco, para avaliar o efeito real no custo do crédito.
Ele pode adotar ações imediatas: contestar lançamentos indevidos no SCR, negociar pagamentos que atualizem registros, e manter a pontualidade nas contas para melhorar o score. A estratégia prática inclui monitoramento mensal, solicitar comprovantes de baixa e usar canais oficiais para acompanhar inclusões e exclusões feitas pelas instituições financeiras. Além disso, negociar a regularização formaliza a recuperação perante o sistema.
Priorize limpar o SCR quando discordar de débitos; score sobe com comportamento, mas SCR define capacidade formal.
Ele deve acompanhar com atenção reclamações e correções ativas, visualizar relatórios gratuitos e checar documentos antes de assumir qualquer operação de crédito; assim reduz surpresas e aumenta as chances de aprovação.
Perguntas Frequentes
Qual a principal diferença entre Score Serasa e SCR do Bacen?
A principal diferença é que o Score Serasa é um modelo estatístico privado que estima a probabilidade de um consumidor pagar suas contas, enquanto o SCR do Bacen (Sistema de Informações de Créditos) é um cadastro regulatório que reúne dados detalhados sobre operações de crédito das pessoas jurídicas e físicas para fins regulatórios e de supervisão. O Score sintetiza comportamento de crédito em uma nota; o SCR registra limites, saldos, atrasos e garantias das operações.
Ele complementa a compreensão dos riscos: o score serve para decisões comerciais rápidas de concessão de crédito, e o SCR fornece aos bancos e ao Banco Central um panorama mais completo e padronizado das exposições de crédito, favorecendo análises prudenciais e supervisão.
Diferença entre Score Serasa e SCR do Bacen: quais os bancos realmente usam cada um?
Na prática, a maioria dos bancos usa ambos os instrumentos, mas com propósitos distintos. Instituições financeiras e fintechs consultam o Score Serasa para decisões comerciais rápidas de crédito e análise de risco de clientes pessoa física, enquanto o SCR é mandatório para bancos registrarem operações de crédito acima dos limites definidos pelo Bacen e serve para relatórios regulatórios.
Ele observa que bancos maiores costumam integrar múltiplas fontes — dados de concorrentes, bureaus de crédito, informações internas e o SCR — para compor decisões mais precisas e para cumprir obrigações legais perante o Banco Central.
Como o consumidor pode influenciar seu Score Serasa e informações no SCR do Bacen?
Ele pode melhorar o Score Serasa pagando contas em dia, regularizando pendências e mantendo baixo o nível de utilização de crédito. O bureau de crédito considera histórico de pagamentos, consultas e informações cadastrais ao calcular o score.
Quanto ao SCR, o consumidor não controla diretamente o registro, pois os bancos informam ao Bacen as operações de crédito. Ainda assim, ações como quitar dívidas, renegociar contratos e reduzir endividamento influenciam indiretamente o que é registrado pelos credores e, consequentemente, a percepção de risco pelas instituições financeiras.
Os bancos confiam mais no Score Serasa ou no SCR do Bacen para aprovar empréstimos?
Ele usa ambos: o Score Serasa costuma ser uma primeira triagem por ser rápido e padronizado, enquanto o SCR é utilizado para análises complementares e para cumprir exigências regulatórias. A decisão final frequentemente resulta da combinação de score, dados internos do banco e informações do SCR.
Para operações complexas ou de maior valor, o SCR e relatórios internos ganham peso maior, pois trazem detalhes sobre limites, garantias e histórico de relacionamento que um score não contempla por inteiro.
O que muda para um cliente quando um banco consulta o Score Serasa ou o SCR?
Quando um banco consulta o Score Serasa, ele avalia a probabilidade de risco do cliente com base em histórico e comportamento de crédito — isso pode resultar em aprovação, recusa ou oferta de condições diferenciadas (taxas e limites). Consultas ao bureau podem, dependendo do tipo, aparecer no relatório de crédito e influenciar futuras análises.
No caso do SCR, a consulta é mais institucional: o registro das operações no sistema impacta a avaliação global do cliente junto ao mercado financeiro e é utilizado para fins de supervisão e controle de risco pelo Bacen. Para o cliente, isso significa maior transparência e rastreabilidade das operações de crédito perante as instituições.
Como verificar e corrigir informações no Score Serasa e no SCR do Bacen?
Para o Score Serasa, ele deve consultar seu relatório no site ou app da Serasa, identificar inconsistências e abrir pedidos de contestação diretamente pela plataforma ou junto ao credor responsável. A regularização de débitos e a atualização cadastral ajudam a recuperar o score ao longo do tempo.
No caso do SCR, se houver erro em registros de operações de crédito, ele deve procurar o banco que informou o dado para solicitar retificação; o próprio credor é responsável por corrigir os registros encaminhados ao Bacen. Em ambos os casos, guardar comprovantes e registrar solicitações formalmente acelera a correção.
