Você já se perguntou se o juiz manda mais que o advogado dentro do processo? A resposta direta é: não há hierarquia entre juiz e advogado — são papéis distintos e complementares, garantidos pela Constituição e pelo Estatuto da OAB, que protegem a independência do advogado e a função decisória do juiz; entender isso é essencial para defender direitos e evitar abusos. Neste texto você vai descobrir por que juiz e advogado não estão em posição de subordinação um ao outro, quais são as prerrogativas que asseguram a atuação autônoma da advocacia, onde o magistrado tem poderes processuais (como conduzir audiências) e quais limites legais protegem o exercício profissional — informações práticas para você reconhecer e agir diante de excessos ou equívocos no campo jurídico.
1. Entendendo a pergunta: quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado?
Ao numerar esse item, ele delimita o foco: esclarecer o que se entende por “autoridade” no processo e preparar o leitor para comparar papéis. Quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado? A questão pede uma definição operacional imediata.
Definição operacional de autoridade aplicada ao conflito de papéis
Ele começa por conceituar autoridade como capacidade de decisão e legitimação institucional. No âmbito processual, o termo engloba competência formal, prerrogativas normativas e influência técnica; é preciso distinguir essas dimensões para analisar o conflito de funções.
Curiosamente, a comparação exige separar autoridade jurídica — isto é, o poder de decidir — da autoridade técnica, voltada à persuasão. Somente um dos atores exerce poder decisório vinculante, enquanto o outro tem ferramentas para construir e influenciar o convencimento.
Ela ilustra com exemplos práticos: o juiz profere sentenças e determina medidas cautelares; o advogado, por outro lado, elabora peças, articula argumentos e produz provas para persuadir. Em audiência, o magistrado controla a ordem e aprecia as provas; o causídico agenda as linhas probatórias e sustenta posições estratégicas.
Medidas de efeito imediato — como o deferimento de liminar — evidenciam a autoridade decisória do juiz frente à capacidade persuasiva do advogado. Dessa forma, a assimetria entre decidir e influenciar fica clara, ainda que ambos sejam essenciais ao funcionamento do processo.
Ele recomenda um procedimento prático: ao avaliar competência e conflito, mapear prerrogativas legais e atos concretos — sentenças, petições, sustentações — para fundamentar a comparação. Esse critério permite julgamentos objetivos sobre quem detém maior autoridade em situações reais.
Autoridade não é monolítica: decisão vinculante pertence ao juiz; persuasão e estratégia pertencem ao advogado.
- Autoridade decisória: prerrogativa do juiz para decidir e impor medidas
- Autoridade técnica: prerrogativa do advogado para influenciar e construir a causa
- Autoridade institucional: legitimidade formal resultante de cargos e normas
Por fim, ele propõe usar critérios práticos — poder de decidir, instrumentos normativos e impacto processual — antes de comparar autoridade entre juiz e advogado, assim evita-se conclusões superficiais.
2. Autoridade institucional do juiz: poderes decisórios e diretrizes processuais
Ele possui prerrogativas constitucionais e processuais que orientam tanto o rito quanto a decisão final; essas prerrogativas convertem normas abstratas em ordens práticas no processo e, por conseguinte, delimitam a atuação do advogado em graus específicos.
Poderes formais que determinam o fluxo processual
A autoridade institucional do juiz decorre da Constituição e do Código de Processo: ele preside o feito, regula o andamento, decide sobre a produção de provas e profere sentenças. Por essa razão sua atuação tem caráter vinculante no procedimento — por exemplo, uma decisão acerca da produção probatória pode, antecipadamente, influenciar o desfecho. Curiosamente, quando se pergunta “Quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado?”, a resposta prática aponta para uma autoridade hierarquizada do juiz, pois suas decisões obrigam as partes e orientam o andamento processual.
Na rotina forense essa autoridade se materializa em medidas concretas: determinação de diligências, fixação de prazos, aplicação de sanções por desobediência e homologação de acordos. Embora o advogado proponha estratégias e linhas probatórias, cabe ao juiz delimitar o escopo probatório e conduzir a audiência — exemplos claros de limites à iniciativa do defensor. Para situações como custódia ou audiência de réu preso, a presença do defensor é imprescindível, vinculada a normas e, por exemplo, conforme indicado em A importância do advogado presente na audiência de custódia.
Para conferir previsibilidade ao processo, o juiz lança mão de diretrizes procedimentais expressas em atos e decisões interlocutórias — ordens de produção de provas, cronogramas, entre outros. Uma sequência lógica de atuação facilita a compreensão dos poderes decisórios:
Essas fases traduzem autoridade em comandos práticos que o advogado precisa incorporar à sua estratégia, ajustando táticas aos limites processuais e às determinações judiciais.
O juiz não substitui a estratégia do advogado, mas suas decisões estruturam o quadro em que essa estratégia opera.
- instrução do processo (determina provas);
- controle probatório (admissão e valoração);
- decisão de mérito (sentença) e medidas executórias.
Compreender esses poderes permite que o advogado articule táticas compatíveis com ordens judiciais, respeite limites procedimentais e potencialize resultados práticos — e assim aumente as chances de êxito no caso.
3. Autoridade técnica do advogado: defesa, estratégia e representação
Como terceiro item da lista, ele descreve a autoridade técnica do advogado: o domínio do direito, as habilidades retóricas e o dever de representação. Essa autoridade se manifesta nos limites processuais e na construção estratégica da defesa, gerando impacto prático no andamento do caso.
Autoridade que traduz conhecimento em decisões táticas
Ele ancora sua autoridade no saber técnico: exame de provas, jurisprudência aplicável e normas do processo. Com esse repertório, formula teses, oferece pedidos e opõe exceções procedimentais capazes de redirecionar a evolução do feito; em audiência, argumentos bem fundamentados em precedentes e doutrina aumentam as chances de concessões pelo juiz, sem, curiosamente, confundir hierarquia judicial — trata-se de distinção funcional entre papéis.
Além do saber, ele exerce autoridade prática ao representar o cliente: conduz entrevistas, seleciona provas e organiza diligências. Em fases policiais, por exemplo, a presença estratégica do defensor durante o interrogatório reduz o risco de nulidades ou de auto-incriminação; veja Interrogatórios em sede policial: acompanhar com advogado. Essas ações técnicas transformam teoria em resultados mensuráveis — acordos mais favoráveis, provas preservadas e linhas defensivas objetivas.
Implementa-se autoridade por meio da estratégia processual: calendário probatório, pedidos de tutela provisória e opção por recursos. A narrativa probatória, alinhada a perícias, depoimentos selecionados e quesitos técnicos, revela utilidade imediata. Na prática, a diferença entre um defensor tecnicamente preparado e outro menos atento aparece em decisões interlocutórias favoráveis e na capacidade de neutralizar provas adversas.
Autoridade técnica não confere poder hierárquico sobre o juiz; confere eficácia tática à defesa e proteção ao cliente.
- Domínio normativo: aplicação precisa de artigos e súmulas
- Técnica probatória: seleção e preservação de provas decisivas
- Estratégia recursal: escolha calibrada de recursos e medidas emergenciais
Ele converte conhecimento em atos processuais que alteram riscos e oportunidades do caso; sua autoridade técnica determina, na prática, resultados concretos na defesa.
4. Fontes formais da autoridade: lei, jurisprudência e regimento
O item 4 explica como normas escritas e interpretativas legitimam decisões e posturas: ele delimita a autoridade conferida por lei, precedentes e regras regimentais, aspecto essencial para avaliar quem detém mais autoridade, o juiz ou o advogado.
Como cada fonte confere competência prática
Lei: ele estabelece os poderes e os limites. Códigos, leis processuais e normas específicas atribuem competências ao juiz — decidir, ordenar diligências — e ao advogado — postular, instruir provas. Na prática, uma norma processual fixa prazos e poderes sancionatórios; sua literalidade permite que o magistrado imponha medidas e que o causídico requeira tutela ou interpela recurso, demonstrando a autoridade formal derivada da letra da lei.
Jurisprudência: ele consolida interpretações e molda expectativas normativas. Precedentes superiores orientam decisões de instâncias inferiores e uniformizam procedimentos; decisões reiteradas do tribunal aumentam a previsibilidade da atuação judicial e fortalecem a argumentação do advogado quando citadas. Curiosamente, uma súmula ou enunciado vinculante pode alterar a estratégia de petição, reduzindo a margem de controvérsia entre juiz e advogado.
Regimento e normas internas: ele organiza procedimentos e poderes no plano institucional. Regimentos de tribunais e códigos de ética regulamentam rotinas, competências administrativas e limites disciplinares; na prática, o regimento processual disciplina despacho de mérito, pauta de audiências e atuação em juízo, enquanto normas éticas condicionam a conduta do advogado, impactando diretamente quem exerce mais autoridade em situações concretas.
Autoridade formal resulta da interação: lei fixa, jurisprudência estabiliza e regimento operacionaliza poderes em contexto prático.
- Lei: fonte primária que delega competências e sanções
- Jurisprudência: converte interpretações em orientação prática
- Regimento: operacionaliza poderes dentro de tribunais e escritórios
Ao entender a função dessas três fontes, ele percebe onde cada ator recebe e exerce autoridade, o que possibilita decisões táticas imediatas na atuação forense; por outro lado, essa leitura também evidencia zonas de conflito e de cooperação entre magistratura e defesa.
5. Limites da autoridade do juiz: recursos, controle jurisdicional e ética
Ele encontra limites formais que modulam suas decisões: prazos recursais, revisão por instâncias superiores e mecanismos disciplinares atuam para que a autoridade judicial não seja absoluta, nem imune a correções processuais.
Contrapesos institucionais que redefinem poder decisório
Recursos e revisão intersetorial: ele pode proferir uma decisão no primeiro grau, porém essa decisão costuma ser submetida a apelação, agravo ou recurso especial; curiosamente, esses instrumentos reduzem o alcance prático de sua autoridade ao abrir caminho para que tribunais superiores reformem ou anulem atos. No dia a dia, um acórdão de turma, por exemplo, pode refazer uma sentença por erro de fato ou de direito, mostrando que sua autoridade é consolidada, porém limitada.
Controle jurisdicional e disciplinar: além das vias recursais, existem remédios constitucionais como habeas corpus e mandado de segurança, e também a padronização por súmulas e precedentes vinculantes. Por outro lado, órgãos de corregedoria e conselhos de magistratura fiscalizam condutas, aplicando sanções quando há abuso; se houver parcialidade comprovada, medidas práticas e imediatas incluem substituição do juiz e declaração de nulidade de atos processuais.
- Prazos e tipos de recurso: apelação, agravo, recurso especial e extraordinário.Instrumentos de controle: habeas corpus, mandado de segurança e recursos administrativos.Mecanismos disciplinares: corregedoria, processo administrativo disciplinar e remoção.Precedentes e súmulas: limitação prática por vinculação e interpretação consolidada. Juízo fundamentado reduz reversões: decisões motivadas resistem melhor a anulações e constrangem reclamações éticas infundadas. Seus limites são jurídicos e éticos; atuar dentro deles preserva legitimidade. Advogados estratégicos exploram prazos e meios de controle para equilibrar a autoridade judicial, e assim influenciam diretamente o desfecho processual.
- Prazos e tipos de recurso: apelação, agravo, recurso especial e extraordinário.
- Instrumentos de controle: habeas corpus, mandado de segurança e recursos administrativos.
- Mecanismos disciplinares: corregedoria, processo administrativo disciplinar e remoção.
- Precedentes e súmulas: limitação prática por vinculação e interpretação consolidada.
Implicações práticas para advogados e partes: ele precisa justificar suas decisões com fundamento sólido para resistir a recursos; o advogado, por sua vez, emprega nulidade, alegação de cerceamento de defesa e violações de dever para testar os limites da atuação judicial. Na questão central — quem detém mais autoridade, o juiz ou o advogado? — percebe-se que a autoridade judicial se mantém superior em termos formais, mas funciona dentro de uma teia de controles que fortalecem a influência processual da defesa.
6. Limites da autoridade do advogado: normas éticas, prerrogativas e responsabilidade
Item 6 expõe tanto limites formais quanto práticos que circunscrevem a autoridade do advogado: códigos de ética, prerrogativas processuais e a responsabilidade civil e disciplinar atuam como moldura, modulando sua capacidade de influência no andamento do processo.
Fronteiras normativas que definem o alcance prático do mandato profissional
Ele dispõe de prerrogativas — por exemplo, acesso aos autos, fala em audiência e representação do cliente — contudo, essas faculdades não são absolutas; estão condicionadas a normas éticas e legais. O Estatuto da OAB e o Código de Ética apontam condutas vedadas, como publicidade indevida, captação de clientela e conflito de interesses, e impõem limites que reduzem a autoridade diante do juiz quando existe risco de abuso ou infração disciplinar.
Na atuação cotidiana, a responsabilidade civil e disciplinar funciona como freio imediato: petições com alegações sabidamente falsas, uso reiterado de recursos protelatórios ou comportamentos agressivos em audiência podem gerar sanções, e por consequência deslocar poder decisório para o magistrado. Por exemplo, sustentar tese processual totalmente desprovida de fundamento jurídico pode resultar em multa e no indeferimento de pedidos pelo juiz, mostrando como normas transformam prerrogativas em poderes condicionados.
Para ampliar sua influência legítima, ele precisa alinhar a estratégia processual à ética e à legislação: provas obtidas irregularmente são inadmissíveis; negociações exigem boa-fé; manifestações públicas demandam cautela para não violar segredo de justiça. Curiosamente, essa conformidade normativa não só preserva autoridade, como também reforça a credibilidade profissional — sem ela, as prerrogativas perdem eficácia imediata.
A autoridade real do advogado é proporcional à observância das normas; sem isso, suas prerrogativas perdem eficácia imediata.
- Prerrogativas condicionadas: acesso e comunicação com o juiz, sem violar sigilo ou normas éticas
- Responsabilidade: sanções civis, penais e disciplinares por abuso de atuação
- Regras éticas que restringem estratégias, publicidade e situações de conflito de interesse
Limitar a atuação ao que prevê a lei e o código de ética protege a autoridade profissional e diminui o risco de responsabilização e perda de credibilidade processual, por outro lado, obriga-o a ser estratégico dentro desses contornos — afinal, a influência eficaz nasce do equilíbrio entre iniciativa técnica e respeito às regras.
7. Autoridade no tribunal: decisão judicial versus persuasão advocatícia
7. Autoridade no tribunal: ele descreve o confronto prático entre a decisão final do magistrado e a capacidade do advogado de moldar fatos e provas para obter resultados favoráveis em audiência e julgamento.
Impacto imediato da fala técnica frente ao poder decisório
Ele analisa como a autoridade no tribunal se revela na prática: o juiz tem o papel decisório ao proferir sentença que resolve o conflito; o advogado dispõe de poder persuasivo ao selecionar elementos probatórios, montar uma narrativa coerente e formular pedidos que orientam o convencimento judicial. Em questões processuais — como a audiência de custódia — a capacidade do advogado em contextualizar provas pode alterar, de modo significativo, o alcance do provimento judicial.
Ele apresenta cenários concretos: durante a fase probatória, um defensor que submete laudos bem fundamentados e elabora perguntas precisas tende a reduzir as incertezas do magistrado, aumentando as probabilidades de êxito. Por outro lado, quando a decisão está ancorada em súmula ou jurisprudência consolidada, o peso do juiz costuma se manter mesmo perante argumentação intensa, e isso mostra a força estrutural do poder decisório. A tensão central responde à questão Quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado?: a resposta depende do grau de livre convencimento do magistrado e das limitações legais aplicáveis.
Ele indica práticas úteis para audiência: priorizar fatos indiscutíveis, demonstrar o nexo jurídico com clareza e preparar pedidos subsidiários para mitigar riscos. Em audiências locais, contar com representação especializada — por exemplo, um advogado para audiência de custódia em Guarulhos — acelera a compreensão probatória e transforma evidência bruta em narrativa judicialmente relevante, o que pode inclinar decisões em favor do representado.
Em tribunal, a autoridade final do juiz convive com o poder prático do advogado quando este converte prova em narrativa decisiva.
- Característica: juiz decide com força vinculante; advogado influencia o convencimento
- Funcionalidade: decisões seguem normas; persuasão atua nas lacunas probatórias
- Implementação: argumentos técnicos, provas periciais e pedidos subsidiários
Avaliar caso a caso é essencial: maximizar a persuasão técnica amplia a influência do advogado, mas a decisão final permanece prerrogativa do juiz.
8. Autoridade extrajudicial: influência pública, mídia e reputação profissional
Item 8 avalia a autoridade fora do fórum: a reputação, a cobertura na mídia e a presença pública que conferem um tipo de poder simbólico ao juiz ou ao advogado, moldando percepções e gerando efeitos práticos sobre o funcionamento do sistema jurídico.
Prestígio público que se converte em efeito jurídico
De modo singular nessa lista, a autoridade extrajudicial funciona como um capital reputacional capaz de projetar decisões e argumentos além do formalismo processual. Curiosamente, a visibilidade na mídia faz com que o juiz veja sua imagem interpretada como garantidor de imparcialidade; por outro lado, o advogado consegue transformar a notoriedade em influência sobre agendas públicas e potenciais clientes. Indicadores concretos incluem número de menções na imprensa, citações em atos administrativos e convites para entrevistas especializadas.
A influência pratica-se por três frentes acionáveis:
Exemplos elucidativos: um advogado com ampla cobertura em veículos relevantes tende a converter reputação em mais consultas e condições contratuais vantajosas; já um juiz com perfil público pode ter suas sentenças submetidas a escrutínio político, o que influencia futuras nomeações. Inserir respaldo técnico amplia a credibilidade — por exemplo, acompanhar interrogatórios, ver Interrogatórios em sede policial: acompanhar com advogado.
Na prática, a aplicação exige estratégias mensuráveis: controle da mensagem em entrevistas, produção de artigos técnicos, presença em redes profissionais e monitoramento de mídia para corrigir narrativas distorcidas. Ele deve mapear stakeholders — jornalistas, acadêmicos, líderes setoriais — definir KPIs (alcance, taxa de menções favoráveis, conversões em clientes) e atuar para mitigar riscos reputacionais que possam reduzir sua autoridade efetiva. Comparativamente, quem detém mais autoridade, juiz ou advogado? Depende do canal: na esfera formal prevalece o juiz; na percepção pública, muitas vezes o advogado leva vantagem.
Reputação pública traduz poder prático quando convertida em confiança mensurável por stakeholders-chave.
- formação da opinião pública que pressiona por reformas;
- validação profissional que atrai casos tecnicamente mais complexos;
- capacidade de moldar narrativas em processos de alta sensibilidade.
Ele deve transformar visibilidade em ferramentas concretas — métricas, conteúdo e rede profissional — para que a autoridade extrajudicial gere efeitos jurídicos reais.
9. Situações práticas: quando o juiz prevalece e quando o advogado tem maior influência
Ele/ela atua em cenários distintos: o juiz prevalece ao definir a ordem processual e as decisões finais; o advogado, por outro lado, tem maior influência ao moldar a narrativa probatória e a estratégia do cliente durante o feito.
Divisão pragmática de autoridade em trilhas de decisão
Quando a autoridade decisória recai sobre o juiz, ele/ela controla prazos, admite ou rejeita provas, determina medidas cautelares e profere sentenças que travam ou impulsionam o andamento do processo. Curiosamente, uma liminar ou decisão interlocutória do magistrado pode alterar o curso do feito de imediato — paralisando negociações ou impondo cumprimento imediato; nessas ocasiões a dinâmica muda quase que instantaneamente. O advogado, por sua vez, atua dentro desse arcabouço, reagindo e buscando salvaguardar direitos por vias recursais ou peticionais.
Onde o advogado exerce maior influência, ele/ela elabora petições estratégicas, seleciona provas, conduz audiências e negocia acordos que frequentemente reconfiguram o risco processual. Em causas complexas, a qualidade das peças, o enquadramento jurídico e a capacidade persuasiva em audiência tendem a influenciar fortemente o resultado final. Por exemplo, no âmbito trabalhista, uma conciliação bem conduzida transforma risco em acordo; no cível, uma prova documental organizada muda a avaliação fática do magistrado.
Na prática — e aqui vale planejamento tático — ele/ela deve mapear pontos de contato com o juiz, como pedidos de tutela de urgência, e estruturar a intervenção advocatícia para maximizar influência quando a decisão final ficar nas mãos do magistrado. Em cada audiência o advogado converte limites processuais em oportunidades persuasivas; o juiz, em contrapartida, assegura a legalidade e converte argumentos em efeitos jurídicos vinculantes. Avaliar o momento certo para impugnar de pronto ou priorizar a negociação é decisão central de tática processual.
Avaliar quem tem mais autoridade requer distinguir poder decisório (juiz) de poder persuasivo e estratégico (advogado).
- Decisões unilaterais do juiz: liminares, sentenças e medidas coercitivas que impõem efeitos imediatos.
- Influência advocatícia em provas: seleção, encadeamento probatório e produção de laudos que alteram a percepção judicial.
- Poder do juiz sobre o procedimento: controle de prazos, admissibilidade de provas e condução de audiências.
- Peso do advogado em acordos e estratégia: negociação de termos, gestão de risco e escolha de recursos processuais.
Ele/ela opera melhor quando antecipa decisões do outro: o advogado deve modelar influências e preparar peças que forcem escolhas favoráveis; o juiz traduz argumentos em efeitos jurídicos definitivos, consolidando ou modificando o rumo do feito.
Conclusão
A comparação entre o poder decisório do juiz e a capacidade de argumentação do advogado esclarece prioridades práticas: ele, o juiz, decide a causa; o advogado, por outro lado, estrutura a narrativa e movimenta direitos em favor do cliente.
Autoridade em função, não em prestígio
Ao ponderar Quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado? convém distinguir autoridade formal de influência efetiva. Ele, o juiz, detém autoridade formal para julgar, aplicar leis e determinar medidas; ela, a autoridade do advogado, é técnica — orienta, formula estratégias e tenta influenciar a decisão por meio de provas e argumentação bem calibrada.
Exemplos práticos deixam essa separação clara: em audiência o magistrado regula o procedimento, estabelece prazos e profere a decisão final; o advogado, por sua vez, organiza a produção de provas, sustenta teses e negocia acordos. Curiosamente, em situações como habeas corpus ou liminares, uma peça bem articulada pelo advogado pode, imediatamente, alterar a ordem dos fatos — sem contudo transferir-lhe o poder decisório.
Na aplicação direta ao caso concreto, saber quem tem mais autoridade orienta escolhas táticas. Ele, o juiz, define o resultado jurídico; o advogado intensifica as probabilidades de êxito por meio de pesquisa, precedentes e redação persuasiva. Para clientes e escritórios, investir em preparação probatória e em peças objetivas aumenta a influência sobre o magistrado e a eficácia da atuação advocatícia.
Decisão final é do juiz; influência decisiva do advogado depende de preparo probatório e estratégia persuasiva.
- Autoridade formal: juiz — decisão e coerção processual
- Autoridade técnica: advogado — produção de prova e persuasão
- Interdependência: resultado depende da interação entre ambos
Na prática, a autoridade se distribui: ele decide, ela convence — quando a atuação técnica e processual é otimizada, a influência pode converter-se em resultado concreto, quase sempre.
Perguntas Frequentes
Quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado?
Ele responde que, em termos formais, o juiz detém maior autoridade decisória no processo, porque ele profere sentenças e decisões que vinculam as partes. O advogado, por sua vez, exerce autoridade técnica e de representação, usando conhecimento jurídico para defender os interesses do cliente perante o juiz.
Quem tem mais autoridade, o juiz ou o advogado? Isso significa que o advogado não tem poder no processo?
Ele explica que não significa ausência de poder: o advogado tem poder de persuasão, atua com peças processuais, sustenta teses em audiência e pode influenciar decisões por meio de argumentos jurídicos e provas. A autoridade do advogado está ligada à sua função de defesa e ao respeito às normas de ética profissional.
Qual é a diferença entre autoridade do juiz e competência do advogado?
Ele observa que a autoridade do juiz refere-se ao poder de decidir questões jurídicas e impor medidas judiciais, enquanto a competência do advogado refere-se à capacidade técnica de atuar em causa própria do cliente, elaborar peças, produzir provas e orientar estratégias processuais. Ambos têm papéis distintos, mas complementares no sistema judicial.
O juiz pode ignorar argumentos do advogado?
Ele esclarece que o juiz não deve ignorar sumariamente os argumentos do advogado; deve analisá-los e fundamentar sua decisão. Se o juiz deixar de considerar argumentos relevantes, a parte pode recorrer, e o tribunal de instância superior revisará se houve omissão ou erro na decisão judicial.
Como a ética profissional influencia a autoridade do advogado e do juiz?
Ele afirma que a ética profissional sustenta a legitimidade de ambos: o juiz deve pautar suas decisões pela imparcialidade e pela lei, enquanto o advogado deve agir com lealdade, sigilo e zelo. Violações éticas podem reduzir a credibilidade e acarretar sanções, afetando a autoridade jurídica de cada um.
Em que situações o advogado pode ter mais influência que o juiz?
Ele aponta que o advogado pode ter mais influência fora do ato decisório, por exemplo na negociação de acordos, na orientação estratégica do cliente e na construção de provas que moldem o entendimento do juiz. Em mediações e acordos extrajudiciais, a autoridade do advogado como estrategista pode se sobrepor à atuação direta do magistrado.
