{"id":6901,"date":"2026-02-04T08:46:48","date_gmt":"2026-02-04T08:46:48","guid":{"rendered":"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/qual-e-o-crime-que-mais-prende-no-brasil\/"},"modified":"2026-02-22T03:02:23","modified_gmt":"2026-02-22T06:02:23","slug":"qual-e-o-crime-que-mais-prende-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/qual-e-o-crime-que-mais-prende-no-brasil\/","title":{"rendered":"Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 se perguntou qual infra\u00e7\u00e3o leva mais pessoas para a cadeia no pa\u00eds \u2014 e por que parece que a imprensa fala de tudo, menos disso? A resposta direta \u00e9 que, hoje, o crime que mais prende no Brasil \u00e9 o tr\u00e1fico de drogas (e os delitos conexos a ele, como associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico), respons\u00e1vel por grande parte das pris\u00f5es em opera\u00e7\u00f5es policiais e pela influ\u00eancia das fac\u00e7\u00f5es nos pres\u00eddios; entender isso \u00e9 essencial porque explica por que nossas cadeias est\u00e3o superlotadas, por que a repress\u00e3o concentra recursos em fronteiras e favelas e como essas pris\u00f5es alimentam redes criminosas. Nas pr\u00f3ximas se\u00e7\u00f5es voc\u00ea ver\u00e1 n\u00fameros atuais sobre a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria, como varia\u00e7\u00f5es regionais e opera\u00e7\u00f5es policiais moldam as pris\u00f5es, o papel das fac\u00e7\u00f5es e o efeito dessas din\u00e2micas nas pol\u00edticas de seguran\u00e7a \u2014 informa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica para formar sua opini\u00e3o sobre seguran\u00e7a p\u00fablica e reformas necess\u00e1rias.<\/p>\n<h2>Panorama nacional: n\u00fameros e fontes oficiais sobre pris\u00f5es<\/h2>\n<p>Ele confronta os dados oficiais para responder a uma pergunta direta: qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil? A integra\u00e7\u00e3o de fontes permite ver a distribui\u00e7\u00e3o por tipo de delito, o perfil populacional dos encarcerados e a evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo.<\/p>\n<h3>Fontes oficiais que sustentam a resposta<\/h3>\n<p>Ele aponta o INFOPEN (Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a) como a fonte central para compreender quantos e quais <a href=\"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/valor-da-fianca-criminal\/\" title=\"crimes\">crimes<\/a> comp\u00f5em a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria; relat\u00f3rios anuais detalham tipifica\u00e7\u00e3o de delitos, tempo m\u00e9dio de pris\u00e3o e taxa de feminiza\u00e7\u00e3o. Ao cruzar o INFOPEN com dados penitenci\u00e1rios estaduais, consegue-se perceber se a resposta \u00e0 quest\u00e3o sobre o crime que mais prende no pa\u00eds recai sobre crimes patrimoniais, tr\u00e1fico ou infra\u00e7\u00f5es violentas.<\/p>\n<p><strong>\ud83d\udcd6 Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/habeas-corpus-liberatorio\/\" title=\"recorrer ao habeas corpus\">recorrer ao habeas corpus<\/a><\/p>\n<p><strong>\ud83d\udcd6 Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/o-que-e-ser-indiciado\/\" title=\"O que \u00e9 ser indiciado\">O que \u00e9 ser indiciado<\/a><\/p>\n<p>Ela recomenda complementar com s\u00e9ries do IBGE e do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Penitenci\u00e1rias: o IBGE fornece denominadores populacionais e indicadores socioecon\u00f4micos que permitem calcular taxas de encarceramento por 100 mil habitantes. O CNJ oferece dados sobre movimenta\u00e7\u00e3o processual e cumprimento de penas. Curiosamente, esse cruzamento entrega m\u00e9tricas reproduz\u00edveis e compar\u00e1veis entre unidades federativas, respondendo de forma mais robusta \u00e0 pergunta central.<\/p>\n<p>Ele sugere aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas: um analista que queira mapear qual crime mais prende no Brasil deve extrair s\u00e9ries temporais do INFOPEN, normalizar pela popula\u00e7\u00e3o segundo o IBGE e validar decis\u00f5es processuais com dados do CNJ. Para interpretar mudan\u00e7as legais e medidas processuais, consultar estudos sobre legisla\u00e7\u00e3o e <a href=\"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/audiencia-de-custodia-a-importancia-do-advogado-presente\/\" title=\"Audi\u00eancia de Cust\u00f3dia\">audi\u00eancia de cust\u00f3dia<\/a> enriquece a an\u00e1lise \u2014 ver texto sobre Chances de ser liberado na audi\u00eancia de cust\u00f3dia e os impactos de novas regras.<\/p>\n<p>Combine INFOPEN + IBGE + CNJ para transformar contagem bruta de presos em taxa compar\u00e1vel por crime e por estado \u2014 assim a medi\u00e7\u00e3o fica mais consistente e \u00fatil para pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<ul>\n<li>INFOPEN (Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a): tipifica\u00e7\u00e3o de presos e tempo de pena<\/li>\n<li>IBGE: denominadores populacionais e taxas por 100 mil habitantes<\/li>\n<li>CNJ: fluxo processual, varia\u00e7\u00e3o de pris\u00f5es preventivas e decis\u00f5es judiciais<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele conclui que responder &#8220;Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?&#8221; demanda o cruzamento entre INFOPEN, IBGE e CNJ; pr\u00e1ticas anal\u00edticas simples, aplicadas de forma cont\u00ednua, permitem verifica\u00e7\u00e3o, atualiza\u00e7\u00e3o e reavalia\u00e7\u00e3o das conclus\u00f5es ao longo do tempo.<\/p>\n<h2>Metodologia: como classificamos \u2018crime que mais prende\u2019<\/h2>\n<p>Para responder de forma objetiva \u00e0 pergunta \u201cQual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?\u201d ele estabelece crit\u00e9rios mensur\u00e1veis: contar presos por tipifica\u00e7\u00e3o penal, distinguir pris\u00e3o provis\u00f3ria de pris\u00e3o definitiva e consolidar os dados conforme as tipifica\u00e7\u00f5es usadas nas <a href=\"https:\/\/rdmadvogados.com.br\/blog\/quanto-tempo-leva-um-processo-criminal-de-furto\/\" title=\"estat\u00edsticas\">estat\u00edsticas<\/a> oficiais.<\/p>\n<h3>Crit\u00e9rios t\u00e9cnicos que orientam a leitura dos n\u00fameros<\/h3>\n<p>O ponto de partida \u00e9 um indicador simples, por\u00e9m robusto: o n\u00famero absoluto de pessoas encarceradas atribu\u00eddo a cada tipo penal, obtido em bases como o INFOPEN e nos registros estaduais. Esse recorte possibilita a compara\u00e7\u00e3o direta entre furtos, tr\u00e1fico, homic\u00eddios e outros delitos, porque prioriza o total por tipifica\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o a gravidade m\u00e9dia \u2014 para responder qual crime efetivamente concentra mais pessoas atr\u00e1s das grades.<\/p>\n<p>Para evitar interpreta\u00e7\u00f5es equivocadas, ele separa o encarceramento provis\u00f3rio (pris\u00e3o cautelar) do cumprimento de pena definitivo. Processos em andamento podem inflar a foto moment\u00e2nea do sistema; portanto a metodologia exp\u00f5e colunas distintas e calcula a participa\u00e7\u00e3o relativa de provis\u00f3rios. Curiosamente, ao abordar decis\u00f5es em audi\u00eancia de cust\u00f3dia, recomenda-se tamb\u00e9m consultar material pr\u00e1tico sobre o papel do advogado e as poss\u00edveis delibera\u00e7\u00f5es do juiz, por exemplo O que o advogado faz na audi\u00eancia de cust\u00f3dia e Decis\u00f5es poss\u00edveis do juiz na audi\u00eancia de cust\u00f3dia.<\/p>\n<p>Ele complementa a abordagem com normaliza\u00e7\u00f5es: ajustar os totais pela popula\u00e7\u00e3o e, quando dispon\u00edvel, pela taxa de reincid\u00eancia, o que permite ver quais crimes provocam mais entradas no sistema penitenci\u00e1rio em termos proporcionais. Aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica imediata: montar tabelas com colunas (tipo penal, presos provis\u00f3rios, presos definitivos, total, taxa por 100 mil habitantes) e filtros por unidade federativa para identificar padr\u00f5es regionais.<\/p>\n<p>Diferenciar provis\u00f3rios de condenados muda o ranking: alguns crimes sobem ou caem substancialmente quando se isola a pris\u00e3o cautelar.<\/p>\n<ul>\n<li>Contagem por tipifica\u00e7\u00e3o penal (essencial para formar um ranking confi\u00e1vel)<\/li>\n<li>Separa\u00e7\u00e3o provis\u00f3rio vs definitivo (reduz vi\u00e9s provocado por processos em andamento)<\/li>\n<li>Normaliza\u00e7\u00e3o por popula\u00e7\u00e3o e reincid\u00eancia (coloca em contexto o impacto relativo)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ao final, ele prop\u00f5e um protocolo replic\u00e1vel: usar fontes oficiais, segregar provis\u00f3rios e condenados, e apresentar um ranking por tipifica\u00e7\u00e3o para interpretar corretamente qual crime mais prende. Esse procedimento, se aplicado de maneira consistente, facilita compara\u00e7\u00f5es temporais e entre estados, e ainda permite revis\u00f5es conforme novas s\u00e9ries oficiais surgem.<\/p>\n<h2>Crimes contra o patrim\u00f4nio: furto e roubo como principais geradores de pris\u00f5es<\/h2>\n<p>Furto e roubo concentram pris\u00f5es por combinarem alta ocorr\u00eancia, den\u00fancias r\u00e1pidas e penas que ensejam cust\u00f3dia imediata. Ele percebe um intenso fluxo processual oriundo desses delitos, que acaba moldando as respostas \u00e0 pergunta: Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/p>\n<h3>Din\u00e2mica pr\u00e1tica entre oportunidade, repress\u00e3o e sistema penal<\/h3>\n<p>Ao investigar &#8220;Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?&#8221;, ele nota que os crimes contra o patrim\u00f4nio surgem com frequ\u00eancia tanto nas pris\u00f5es provis\u00f3rias quanto nas definitivas. Curiosamente, o furto simples traz pena menor, por\u00e9m reincid\u00eancia, concurso de agentes e emprego de viol\u00eancia convertem muitos casos em roubo, elevando a gravidade e, por consequ\u00eancia, a probabilidade de pris\u00e3o cautelar e condena\u00e7\u00e3o efetiva.<\/p>\n<p>Ela aponta fatores processuais que ampliam o encarceramento: flagrante, prova testemunhal imediata e pol\u00edticas locais de repress\u00e3o. Por exemplo, furtos em estabelecimentos com circuito de v\u00eddeo tendem a gerar pris\u00f5es r\u00e1pidas; j\u00e1 roubos com arma costumam majorar a pena-base em at\u00e9 1\/3 a 1\/2, o que influencia diretamente os perfis de condena\u00e7\u00e3o. Assim, a quest\u00e3o &#8220;Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?&#8221; reencontra esses padr\u00f5es operacionais.<\/p>\n<p>Ele sugere pr\u00e1ticas destinadas a reduzir pris\u00f5es desnecess\u00e1rias: priorizar medidas cautelares alternativas e ponderar a concess\u00e3o de liberdade provis\u00f3ria conforme prev\u00ea a lei. Para quem busca aprofundar-se nos limites dessa aplica\u00e7\u00e3o, recomenda consultar Quais crimes cabem liberdade provis\u00f3ria, cuja leitura orienta decis\u00f5es advocat\u00edcias e judiciais que impactam quantos acabam presos por furto e roubo.<\/p>\n<p>Foco no flagrante e na prova imediata \u00e9 o principal motor das pris\u00f5es por furto e roubo.<\/p>\n<ul>\n<li>Furto simples: muito frequente, pena m\u00ednima, alto registro policial e r\u00e1pida escalada em caso de reincid\u00eancia<\/li>\n<li>Furto qualificado: uso de fraude ou arrombamento aumenta pena e a probabilidade de pris\u00e3o preventiva<\/li>\n<li>Roubo: viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a elevam a pena-base e favorecem pris\u00e3o em flagrante<\/li>\n<li>Reincid\u00eancia e concurso de agentes: multiplicam penas e intensificam press\u00f5es por condena\u00e7\u00f5es efetivas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele conclui que, para controlar o volume de pris\u00f5es, \u00e9 preciso calibrar repress\u00e3o, alternativas penais e triagem processual, reduzindo assim o encarceramento por crimes patrimoniais.<\/p>\n<h2>Tr\u00e1fico de drogas e associa\u00e7\u00e3o criminosa: impacto no sistema prisional<\/h2>\n<p>O tr\u00e1fico de drogas e a associa\u00e7\u00e3o criminosa impulsionam, de modo significativo, o aumento da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria: ele concentra pris\u00f5es em massa por condutas objetivas, molda o perfil demogr\u00e1fico dos detentos e exige esfor\u00e7o crescente dos sistemas judiciais e administrativos.<\/p>\n<h3>Como a tipifica\u00e7\u00e3o e as opera\u00e7\u00f5es elevam o contingente encarcerado<\/h3>\n<p>Ele descreve por que, na resposta penal, as condena\u00e7\u00f5es por tr\u00e1fico e por associa\u00e7\u00e3o acabam por gerar o maior volume de encarcerados. Dados policiais e judiciais indicam que investiga\u00e7\u00f5es em \u00e1reas perif\u00e9ricas frequentemente resultam em apreens\u00f5es e pris\u00f5es provis\u00f3rias, inflando o fluxo rumo aos pres\u00eddios; curiosamente, essa din\u00e2mica responde, em parte, \u00e0 pergunta Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?.<\/p>\n<p>Ele detalha mecanismos pr\u00e1ticos: tipifica\u00e7\u00f5es amplas \u2014 como posse com finalidade de tr\u00e1fico e associa\u00e7\u00e3o \u2014 aliadas a opera\u00e7\u00f5es em grande escala produzem pris\u00f5es preventivas destinadas a garantir dilig\u00eancias, e isso eleva a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Por exemplo, grandes opera\u00e7\u00f5es estaduais que miram redes costumam prender tamb\u00e9m atores de menor porte, sobrecarregando varas criminais e cadeias provis\u00f3rias. A necessidade de defesa imediata, por outro lado, impulsiona a busca por profissionais como Advogado criminalista 24h em Guarulhos.<\/p>\n<p>Ele aponta ainda o impacto administrativo: celas lotadas, regimes superlotados e d\u00e9ficit em trabalho e sa\u00fade prisional, fatores que colaboram para agravar taxas de reincid\u00eancia. Medidas processuais \u2014 acordos de colabora\u00e7\u00e3o, desclassifica\u00e7\u00e3o de condutas e penas alternativas \u2014 demonstram potencial para reduzir a press\u00e3o quando aplicadas de forma criteriosa. Responder \u00e0 indaga\u00e7\u00e3o Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil? passa, ent\u00e3o, por ajustar tipifica\u00e7\u00f5es, priorizar a cadeia de comando investigativo e ampliar san\u00e7\u00f5es n\u00e3o privativas para infratores de menor potencial ofensivo.<\/p>\n<p>Focar desclassifica\u00e7\u00e3o e penas alternativas reduz ocupa\u00e7\u00e3o imediata e libera recursos para investiga\u00e7\u00f5es contra l\u00edderes de redes.<\/p>\n<ul>\n<li>Tipifica\u00e7\u00e3o ampla: aumenta pris\u00f5es provis\u00f3rias e definitivas<\/li>\n<li>Opera\u00e7\u00f5es em massa: geram influxo simult\u00e2neo ao sistema prisional<\/li>\n<li>Medidas alternativas: potencial para reduzir superlota\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele conclui que, para mitigar o impacto, s\u00e3o necess\u00e1rios ajustes legais e operacionais: priorizar intelig\u00eancia, revisar tipifica\u00e7\u00f5es e multiplicar medidas n\u00e3o privativas, a\u00e7\u00f5es capazes de diminuir a press\u00e3o sobre o sistema carcer\u00e1rio.<\/p>\n<h2>Crimes violentos: homic\u00eddio e les\u00e3o corporal e sua representatividade nas pris\u00f5es<\/h2>\n<p>Homic\u00eddio e les\u00e3o corporal concentram elevada gravidade jur\u00eddica e tendem a provocar efeitos imediatos no encarceramento. Em geral, o homic\u00eddio implica pris\u00e3o preventiva e penas longas, moldando grande parte do fluxo para o sistema penitenci\u00e1rio nacional.<\/p>\n<h3>Peso jur\u00eddico versus frequ\u00eancia emp\u00edrica<\/h3>\n<p>O homic\u00eddio destaca-se por receber penas mais severas e apresentar maior taxa de convers\u00e3o em pris\u00e3o efetiva; ele responde por parcela relevante dos condenados por crimes violentos. Levantamentos estaduais indicam que homic\u00eddios representam entre 10% e 25% das condena\u00e7\u00f5es que resultam em cumprimento de pena \u2014 um percentual alto quando comparado a delitos patrimoniais. Curiosamente, a pergunta &#8220;Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?&#8221; revela a tens\u00e3o entre volume (furtos) e gravidade (homic\u00eddios).<\/p>\n<p>A les\u00e3o corporal, por outro lado, aparece com frequ\u00eancia maior nas ocorr\u00eancias policiais, por\u00e9m raramente conduz a penas t\u00e3o longas quanto as aplicadas em homic\u00eddios; pris\u00f5es provis\u00f3rias ocorrem sobretudo quando h\u00e1 qualificadoras ou risco processual. Assim, ela alimenta um fluxo constante de presos tempor\u00e1rios e imp\u00f5e sobrecarga \u00e0s varas criminais locais. Em munic\u00edpios com \u00edndices elevados de viol\u00eancia dom\u00e9stica, as les\u00f5es qualificadas elevam significativamente a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria feminina.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, a presen\u00e7a de homic\u00eddio e les\u00e3o corporal nas pris\u00f5es varia conforme a pol\u00edtica penal e a capacidade do Judici\u00e1rio: a participa\u00e7\u00e3o do homic\u00eddio aumenta com o endurecimento de medidas cautelares e redu\u00e7\u00e3o de penas alternativas. Para gestores, essa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial \u2014 priorizar investiga\u00e7\u00e3o c\u00e9lere e tramita\u00e7\u00e3o r\u00e1pida reduz o encarceramento preventivo; ao passo que aplicar penas alternativas em les\u00f5es sem qualificadoras libera vagas para condenados por homic\u00eddio, respondendo, com dados e gest\u00e3o, \u00e0 quest\u00e3o sobre qual crime mais prende no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Dado cr\u00edtico: endurecimento de medidas cautelares eleva participa\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios no total de presos.<\/p>\n<ul>\n<li>Homic\u00eddio: alta taxa de convers\u00e3o em pris\u00e3o efetiva e penas longas<\/li>\n<li>Les\u00e3o corporal: mais frequente em ocorr\u00eancias, gera principalmente pris\u00f5es provis\u00f3rias<\/li>\n<li>Impacto institucional: varas, pres\u00eddios e pol\u00edtica penal condicionam a representatividade<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele orienta pol\u00edticas: focalizar celeridade investigativa e ampliar penas alternativas para les\u00f5es sem qualificadoras pode reduzir ocupa\u00e7\u00e3o prisional, sem, no entanto, afrouxar a resposta a homic\u00eddios.<\/p>\n<h2>Recepta\u00e7\u00e3o, estelionato e crimes econ\u00f4micos: frequ\u00eancia versus visibilidade<\/h2>\n<p>Ele aponta que crimes como recepta\u00e7\u00e3o, estelionato e outras fraudes econ\u00f4micas aparecem com frequ\u00eancia no cotidiano policial, embora raramente ocupem lugar de destaque nas estat\u00edsticas penais; por isso influenciam pouco a percep\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre a pergunta: Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/p>\n<h3>A invisibilidade que provoca subregistro e decis\u00f5es punitivas deslocadas<\/h3>\n<p>Ao examinar dados operacionais, ele observa que delitos patrimoniais e financeiros costumam registrar alto volume em delegacias de cidades m\u00e9dias, por\u00e9m resultam em menos pris\u00f5es preventivas e em condena\u00e7\u00f5es de menor dura\u00e7\u00e3o. Curiosamente, a fragmenta\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, a preval\u00eancia de acordos de repara\u00e7\u00e3o e a prioriza\u00e7\u00e3o de crimes violentos empurram esses eventos para fora das estat\u00edsticas que normalmente respondem \u00e0 quest\u00e3o: Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/p>\n<p>Ele exemplifica: quadrilhas especializadas em recepta\u00e7\u00e3o tendem a ser desarticuladas por apreens\u00e3o de mercadorias, n\u00e3o por pris\u00f5es em massa; j\u00e1 fraudes eletr\u00f4nicas geram processos complexos, que muitas vezes se arrastam por anos. Em um munic\u00edpio de 300 mil habitantes, por exemplo, registros de recepta\u00e7\u00e3o podem superar os de furtos por telefone, mas as consequ\u00eancias penais ficam concentradas em penas alternativas e medidas administrativas.<\/p>\n<p>Para reverter esse cen\u00e1rio ele prop\u00f5e a\u00e7\u00f5es imediatas: integrar bases de dados para rastrear bens, qualificar promotores em crimes econ\u00f4micos e encurtar prazos processuais. Essas medidas, al\u00e9m de elevar a visibilidade estat\u00edstica, demonstrariam quanto os delitos econ\u00f4micos, somados, contribuem para a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria \u2014 fornecendo contexto direto \u00e0 compara\u00e7\u00e3o sobre qual crime mais prende.<\/p>\n<p>Dados operacionais mostram que alto volume de casos n\u00e3o implica alta taxa de encarceramento imediato.<\/p>\n<ul>\n<li>Subregistro por acordos civis em estelionato<\/li>\n<li>Foco em bens apreendidos na recepta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o em pris\u00f5es<\/li>\n<li>Complexidade probat\u00f3ria e dura\u00e7\u00e3o processual elevada<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele recomenda priorizar integra\u00e7\u00e3o de dados e especializa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para transformar frequ\u00eancia em pol\u00edticas capazes de revelar o papel real desses crimes na popula\u00e7\u00e3o prisional, sem perder de vista a urg\u00eancia de respostas r\u00e1pidas e coordenadas.<\/p>\n<h2>Perfil dos presos: ra\u00e7a, idade, escolaridade e motivadores sociais<\/h2>\n<p>O perfil dos presos destaca padr\u00f5es persistentes: em sua maioria s\u00e3o jovens, negros e com baixa escolaridade, problemas que se entrela\u00e7am com desigualdade econ\u00f4mica. Esse quadro ajuda a entender por que a pergunta \u201cQual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?\u201d ganha uma resposta marcada por fatores sociais e n\u00e3o s\u00f3 por estat\u00edsticas frias.<\/p>\n<h3>Trajet\u00f3rias individuais refletindo a estrutura social<\/h3>\n<p>Ele, quando aparece nos n\u00fameros, costuma ser homem, negro e ter entre 18 e 35 anos; esses elementos aparecem repetidamente em boletins e levantamentos do sistema prisional. Curiosamente, os delitos que mais levam jovens ao c\u00e1rcere \u2014 furtos, tr\u00e1fico e porte de arma \u2014 ilustram como idade e tipo de infra\u00e7\u00e3o se conectam na resposta \u00e0 quest\u00e3o sobre qual crime mais prende.<\/p>\n<p>Ela frequentemente tem escolaridade baixa: o ensino fundamental incompleto \u00e9 comum entre os encarcerados, o que limita oportunidades formais de emprego e facilita o ingresso em redes ilegais. Em centros urbanos, observa-se reincid\u00eancia especialmente onde faltam pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o prisional e programas de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Ele\/ela tamb\u00e9m emerge de um contexto social determinado: pobreza, viol\u00eancia no entorno familiar, escassez de oportunidades e policiamento seletivo moldam tanto a exposi\u00e7\u00e3o ao crime quanto as trajet\u00f3rias de cumprimento de pena. Por outro lado, interven\u00e7\u00f5es locais que articulam assist\u00eancia social, escola e mercado de trabalho t\u00eam mostrado redu\u00e7\u00e3o nas pris\u00f5es por delitos patrimoniais em projetos-piloto, apontando solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para a pergunta sobre qual crime mais prende no Brasil.<\/p>\n<p>Focar em educa\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o produtiva reduz pris\u00f5es repetidas e muda a composi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do c\u00e1rcere.<\/p>\n<ul>\n<li>Ra\u00e7a: predom\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o negra nas unidades prisionais<\/li>\n<li>Idade: concentra\u00e7\u00e3o entre 18\u201335 anos<\/li>\n<li>Escolaridade: ensino fundamental incompleto como padr\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele\/ela exige pol\u00edticas preventivas, atuando antes da pris\u00e3o: educa\u00e7\u00e3o, gera\u00e7\u00e3o de trabalho e a\u00e7\u00f5es para diminuir a vulnerabilidade socioecon\u00f4mica s\u00e3o prioridades pr\u00e1ticas e mensur\u00e1veis. Sem elas, a din\u00e2mica de encarceramento tende a se perpetuar, e os mesmos grupos continuar\u00e3o sobre-representados.<\/p>\n<h2>Encarceramento provis\u00f3rio, massa prisional e penas alternativas: efeito nas estat\u00edsticas<\/h2>\n<p>O encarceramento provis\u00f3rio afeta diretamente a contagem de presos por tipo de crime; ele infla n\u00fameros tempor\u00e1rios e, por consequ\u00eancia, distorce rankings quando se tenta responder: Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/p>\n<h3>Como medidas processuais e capacidade carcer\u00e1ria reescrevem rankings criminais<\/h3>\n<p>Ele aumenta a presen\u00e7a de investigados na popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria: pris\u00f5es cautelares por tr\u00e1fico, homic\u00eddio ou roubo costumam provocar picos estat\u00edsticos antes de haver condena\u00e7\u00e3o definitiva. Curiosamente, pesquisadores que buscam responder Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil? precisam descontar esses provis\u00f3rios \u2014 a instabilidade processual chega a representar entre 20% e 30% da lota\u00e7\u00e3o em algumas unidades, alterando o peso relativo de cada tipo penal nas tabelas oficiais.<\/p>\n<p>A massa prisional, por sua vez, multiplica efeitos administrativos: a superlota\u00e7\u00e3o reduz a seletividade na concess\u00e3o de penas alternativas e gera press\u00f5es para o uso de pris\u00f5es preventivas como mecanismo para escoar opera\u00e7\u00f5es policiais. Por outro lado, relatos estaduais indicam que a falta de vagas em medidas cautelares domiciliares eleva entradas por pequenos delitos; assim, a estat\u00edstica passa a refletir capacidade e pol\u00edtica de execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas a incid\u00eancia objetiva dos crimes.<\/p>\n<p>Penas alternativas reequilibram esse panorama quando s\u00e3o aplicadas de fato. Programas de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade, monitoramento eletr\u00f4nico e contratos terap\u00eauticos diminuem custos e retiram condenados das estat\u00edsticas carcer\u00e1rias permanentes. Ele observa que a resposta \u00e0 pergunta Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil? varia conforme a expans\u00e3o ou retra\u00e7\u00e3o dessas medidas: o aumento de penas alternativas reduz a participa\u00e7\u00e3o proporcional de delitos de menor potencial ofensivo nas pris\u00f5es.<\/p>\n<p>Dados brutos podem enganar: sempre diferenciar presos provis\u00f3rios de condenados para an\u00e1lise precisa.<\/p>\n<ul>\n<li>Pris\u00e3o provis\u00f3ria: inflaciona n\u00fameros temporariamente e altera rankings<\/li>\n<li>Massa prisional: imp\u00f5e escolhas administrativas que moldam entradas<\/li>\n<li>Penas alternativas: instrumento direto para reduzir popula\u00e7\u00f5es e reequilibrar estat\u00edsticas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ajustar bases e isolar provis\u00f3rios permite responder com precis\u00e3o Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil? e orientar pol\u00edticas eficazes de redu\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas e mudan\u00e7as legislativas que alteram perfis de pris\u00e3o<\/h2>\n<p>Reformas penais, decretos e pol\u00edticas de seguran\u00e7a determinam quem vai para a pris\u00e3o; mudan\u00e7as recentes t\u00eam redesenhado a incid\u00eancia por tipo de crime e alterado respostas do sistema penal em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<h3>Como decis\u00f5es pol\u00edticas reconfiguram estat\u00edsticas e perfis de encarceramento<\/h3>\n<p>Ele examina leis e medidas recentes para explicar por que a d\u00favida \u201cQual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?\u201d varia com o tempo. Por exemplo, o endurecimento de penas para delitos patrimoniais tende a elevar deten\u00e7\u00f5es por furto e roubo, enquanto a flexibiliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a drogas leves, curiosamente, pode reduzir pris\u00f5es por tr\u00e1fico. Dados regionais apontam que mudan\u00e7as em protocolos policiais e prioridades ministeriais provocam diferen\u00e7as significativas entre estados.<\/p>\n<p>Ela destaca ainda que decis\u00f5es judiciais e atos normativos impactam diretamente o fluxo carcer\u00e1rio. A judicializa\u00e7\u00e3o de crimes ambientais em \u00e1reas metropolitanas, a reclassifica\u00e7\u00e3o de fraudes eletr\u00f4nicas e instru\u00e7\u00f5es sobre pris\u00f5es em flagrante alteraram rankings de encarceramento em menos de dois anos. Em uma capital, por exemplo, a prioriza\u00e7\u00e3o da repress\u00e3o a roubos resultou em aumento de 18% nas deten\u00e7\u00f5es por crimes contra o patrim\u00f4nio \u2014 resposta direta \u00e0 pergunta sobre qual crime mais prende.<\/p>\n<p>Ele descreve aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas: gestores podem reavaliar aloca\u00e7\u00e3o de vagas, programas de ressocializa\u00e7\u00e3o e projetos de penas alternativas \u00e0 medida que a legisla\u00e7\u00e3o muda. Ao mapear quais normas provocaram aumentos ou quedas por categoria, autoridades policiais e legisladores ajustam metas de redu\u00e7\u00e3o de reincid\u00eancia. A leitura combinada de estat\u00edsticas penitenci\u00e1rias com reformas legais permite prever se furtos, roubos ou delitos associados a drogas subir\u00e3o nas pr\u00f3ximas coletas, e assim priorizar pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as legislativas podem alterar rapidamente qual crime mais prende, exigindo monitoramento trimestral das estat\u00edsticas.<\/p>\n<ul>\n<li>Endurecimento de penas para crimes patrimoniais e impacto em furtos\/roubos<\/li>\n<li>Descriminaliza\u00e7\u00e3o ou flexibiliza\u00e7\u00e3o sobre drogas leves e redu\u00e7\u00e3o de pris\u00f5es por tr\u00e1fico<\/li>\n<li>Instru\u00e7\u00f5es normativas e prioridades policiais que realocam deten\u00e7\u00f5es por regi\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele recomenda combinar an\u00e1lise legislativa com dados penitenci\u00e1rios para identificar, de imediato, como reformas respondem \u00e0 pergunta: Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/p>\n<h2>Regi\u00e3o e desigualdade: varia\u00e7\u00e3o territorial do crime que mais prende<\/h2>\n<p>A frequ\u00eancia dos crimes que mais resultam em pris\u00e3o varia conforme a regi\u00e3o e as desigualdades locais: ele espelha a densidade urbana, as pol\u00edticas de seguran\u00e7a e as diferen\u00e7as socioecon\u00f4micas, e por isso constr\u00f3i perfis prisionais distintos entre os estados brasileiros.<\/p>\n<h3>Como pobreza, policiamento e oferta de servi\u00e7os moldam a pauta do encarceramento<\/h3>\n<p>Ele assume formas diferentes no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul; em \u00e1reas marcadas por maior pobreza e pouca presen\u00e7a de pol\u00edticas sociais, pris\u00f5es por crimes contra o patrim\u00f4nio e por tr\u00e1fico de drogas tendem a predominar. Curiosamente, quando se pergunta \u201cQual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?\u201d a resposta nacional acaba ocultando varia\u00e7\u00f5es estaduais \u2014 em territ\u00f3rios com policiamento ostensivo, por exemplo, h\u00e1 mais pris\u00f5es por condutas de rua, enquanto outros concentram deten\u00e7\u00f5es ligadas a delitos econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Dados operacionais indicam que, nas capitais metropolitanas do Sudeste, o encarceramento por tr\u00e1fico e por associa\u00e7\u00e3o para o tr\u00e1fico \u00e9 predominante, reflexo de redes urbanas complexas e de apreens\u00f5es policiais intensas. No Norte e no Nordeste, por outro lado, trajet\u00f3rias de criminaliza\u00e7\u00e3o por furtos e infra\u00e7\u00f5es associadas \u00e0 informalidade crescem em termos absolutos quando a popula\u00e7\u00e3o enfrenta desemprego e aus\u00eancia de assist\u00eancia; isso demonstra uma rela\u00e7\u00e3o direta entre desigualdade e composi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para a pr\u00e1tica, ele recomenda segmenta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas: investimento em justi\u00e7a restaurativa onde os furtos s\u00e3o mais frequentes, e amplia\u00e7\u00e3o de programas de redu\u00e7\u00e3o de danos e de inser\u00e7\u00e3o laboral em \u00e1reas onde o tr\u00e1fico responde pela maior parte das pris\u00f5es. Mapear por munic\u00edpio responde melhor \u00e0 pergunta \u201cQual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?\u201d porque permite interven\u00e7\u00f5es policiais e sociais calibradas \u00e0s especificidades locais.<\/p>\n<p>Desigualdade e pr\u00e1ticas policiais definem quais delitos viram pris\u00f5es, n\u00e3o apenas a preval\u00eancia criminosa.<\/p>\n<ul>\n<li>Mapeamento municipal para identificar o crime dominante<\/li>\n<li>Programas sociais voltados \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de furtos<\/li>\n<li>Treinamento policial com foco na proporcionalidade da resposta<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele exige pol\u00edticas regionais alinhadas: diagn\u00f3stico local, ajuste das pr\u00e1ticas policiais e programas socioecon\u00f4micos integrados para reduzir o encarceramento seletivo \u2014 medidas coordenadas e sens\u00edveis ao contexto territorial s\u00e3o imprescind\u00edveis.<\/p>\n<h2>Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil? A s\u00edntese das fontes indica que delitos ligados ao tr\u00e1fico e ao porte de drogas dominam o encarceramento; contudo, fatores legais e estruturais ajudam a explicar esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<h3>Peso estat\u00edstico versus causas estruturais<\/h3>\n<p>Ele demonstra, com base em dados penitenci\u00e1rios e relat\u00f3rios oficiais, que infra\u00e7\u00f5es associadas ao tr\u00e1fico e ao porte de drogas comp\u00f5em a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o prisional. Curiosamente, essa predomin\u00e2ncia se intensifica em unidades federativas onde pol\u00edticas de seguran\u00e7a foram mais repressivas; por exemplo, em cinco unidades federativas as pris\u00f5es por entorpecentes superam 40% do total, indicando correla\u00e7\u00e3o entre fiscaliza\u00e7\u00e3o e crescimento carcer\u00e1rio.<\/p>\n<p>Por outro lado ele aponta nuances importantes: crimes patrimoniais e homic\u00eddios aparecem de forma desigual nas estat\u00edsticas porque dependem da efetividade investigativa e das pr\u00e1ticas acusat\u00f3rias. Em munic\u00edpios com elevada elucida\u00e7\u00e3o criminal, homic\u00eddios tendem a resultar em mais condena\u00e7\u00f5es e penas longas; em \u00e1reas com investiga\u00e7\u00e3o deficit\u00e1ria, muitos casos seguem por medidas alternativas ou ficam sem desfecho, diminuindo sua participa\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros de presos.<\/p>\n<p>Ele sugere aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas para leitura do fen\u00f4meno: ao interpretar os dados, \u00e9 preciso considerar pol\u00edticas de drogas, a utiliza\u00e7\u00e3o de medidas cautelares e as estrat\u00e9gias recursais. Reformas processuais que priorizem penas alternativas para crimes sem viol\u00eancia e programas de redu\u00e7\u00e3o de danos podem, no curto e m\u00e9dio prazos, alterar a composi\u00e7\u00e3o do sistema prisional e, assim, modificar quais delitos mais conduzem \u00e0 pris\u00e3o.<\/p>\n<p>Pol\u00edticas de seguran\u00e7a e decis\u00f5es judiciais explicam mais a composi\u00e7\u00e3o prisional do que apenas a incid\u00eancia criminal.<\/p>\n<ul>\n<li>Tr\u00e1fico e porte de drogas: maior participa\u00e7\u00e3o no sistema prisional<\/li>\n<li>Homic\u00eddios: alta gravidade, varia\u00e7\u00e3o conforme efic\u00e1cia investigativa<\/li>\n<li>Crimes patrimoniais: presen\u00e7a dependente da capacidade investigativa<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ele recomenda que a resposta ao problema seja interpretada segundo o contexto regional, a legisla\u00e7\u00e3o vigente e as pr\u00e1ticas policiais; mudan\u00e7as nesses campos podem rapidamente alterar quais crimes mais prendem.<\/p>\n<h2>Perguntas Frequentes<\/h2>\n<h3>Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/h3>\n<p>Ele \u00e9, em linhas gerais, o crime de tr\u00e1fico de drogas quando se considera o n\u00famero absoluto de pris\u00f5es registradas em muitos estados; dados do sistema prisional e estat\u00edsticas policiais costumam apontar alto \u00edndice de apreens\u00f5es e pris\u00f5es relacionadas ao tr\u00e1fico. Essa preval\u00eancia reflete tanto a atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es quanto pris\u00f5es em flagrante por porte e distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a composi\u00e7\u00e3o exata varia por regi\u00e3o e por fontes: em alguns lugares furtos e roubos tamb\u00e9m representam grande parte das pris\u00f5es. A an\u00e1lise mais precisa exige consultar levantamentos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica estaduais e relat\u00f3rios do Depen.<\/p>\n<h3>Por que o tr\u00e1fico de drogas prende tanto no Brasil?<\/h3>\n<p>Ele prende muito por combinar alta oferta de subst\u00e2ncias, demanda interna e atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es que atraem investiga\u00e7\u00f5es policiais constantes. A pol\u00edtica criminal e opera\u00e7\u00f5es de combate tamb\u00e9m elevam o n\u00famero de pris\u00f5es relacionadas ao tr\u00e1fico, inclusive por porte para consumo e associa\u00e7\u00e3o ao tr\u00e1fico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, pol\u00edticas de seguran\u00e7a, pris\u00f5es em flagrante e leis penais espec\u00edficas influenciam na taxa de encarceramento por esse crime, o que impacta diretamente a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria e as estat\u00edsticas de pris\u00e3o preventiva e condena\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3>Qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil: furtos e roubos tamb\u00e9m aparecem nas estat\u00edsticas?<\/h3>\n<p>Ele aparece com frequ\u00eancia nas estat\u00edsticas; furtos e roubos respondem por grande parte das ocorr\u00eancias de viol\u00eancia patrimonial e pris\u00f5es em flagrante, especialmente em \u00e1reas urbanas. Em muitos estados, essas infra\u00e7\u00f5es representam uma fatia consider\u00e1vel das pris\u00f5es provis\u00f3rias.<\/p>\n<p>No entanto, a dura\u00e7\u00e3o das penas e os desfechos processuais diferem: furtos simples podem gerar medidas alternativas, enquanto roubos com viol\u00eancia tendem a resultar em pris\u00f5es mais longas e maior ocupa\u00e7\u00e3o do sistema prisional.<\/p>\n<h3>Como as pol\u00edticas p\u00fablicas influenciam qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/h3>\n<p>Ela influencia diretamente por meio de leis, penas e diretrizes de investiga\u00e7\u00e3o que podem priorizar determinados tipos penais, como tr\u00e1fico, homic\u00eddio ou crimes patrimoniais. Mudan\u00e7as legislativas, por exemplo, na tipifica\u00e7\u00e3o penal ou na progress\u00e3o de regime, alteram a composi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria.<\/p>\n<p>Programas de preven\u00e7\u00e3o, alternativas penais e investimentos em seguran\u00e7a p\u00fablica tamb\u00e9m modificam as taxas de pris\u00e3o: quando h\u00e1 maior \u00eanfase em pol\u00edticas sociais e medidas n\u00e3o privativas de liberdade, alguns crimes passam a gerar menos encarceramento, afetando as estat\u00edsticas.<\/p>\n<h3>Quais crimes geram as penas mais longas e, por consequ\u00eancia, mais tempo na pris\u00e3o?<\/h3>\n<p>Ele costuma envolver homic\u00eddio doloso e crimes hediondos, que t\u00eam penas mais altas e regras restritivas para progress\u00e3o de regime. Esses crimes resultam em condena\u00e7\u00f5es mais longas e maior perman\u00eancia no sistema prisional quando h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de autoria e senten\u00e7a transitada em julgado.<\/p>\n<p>Crimes envolvendo viol\u00eancia grave, corrup\u00e7\u00e3o em grande escala ou crimes sexuais tamb\u00e9m podem gerar longas penas; a efetiva dura\u00e7\u00e3o depende das circunst\u00e2ncias do caso, do volume de provas e das decis\u00f5es judiciais durante o processo penal.<\/p>\n<h3>Onde encontrar dados atualizados sobre qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil?<\/h3>\n<p>Ele encontra-se em relat\u00f3rios oficiais do Departamento Penitenci\u00e1rio Nacional (Depen), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e das secretarias estaduais de Seguran\u00e7a P\u00fablica, que divulgam estat\u00edsticas sobre o perfil dos presos, crimes mais comuns e taxas de encarceramento. Estudos acad\u00eamicos e institutos de pesquisa criminal tamb\u00e9m publicam an\u00e1lises detalhadas.<\/p>\n<p>Para obter uma vis\u00e3o precisa e regionalizada, recomenda-se consultar os boletins anuais dessas fontes e cruzar informa\u00e7\u00f5es (por exemplo, dados sobre tr\u00e1fico, roubos e homic\u00eddios) para entender as diferen\u00e7as por estado e por per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descubra o crime que mais prende hoje no Brasil? Entenda qual \u00e9 o crime que mais prende no Brasil e como isso impacta voc\u00ea hoje. 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