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o que fazer em caso de defesa em investigação criminal

Por 7 min de leitura

O que fazer em caso de defesa em investigação criminal Enfrentar uma investigação criminal exige atenção imediata, postura proativa e busca qualificada por…

Fotografia institucional aprovada pelo titular para uso editorial

O que fazer em caso de defesa em investigação criminal

Enfrentar uma investigação criminal exige atenção imediata, postura proativa e busca qualificada por orientação jurídica. Quem está sob apuração deve conhecer seus direitos, evitar ações precipitadas e adotar medidas que preservem sua defesa desde o início do procedimento.

Entendendo a investigação criminal

A investigação criminal tem como finalidade apurar a ocorrência de um possível crime e suas circunstâncias, incluindo autoria e materialidade. Geralmente, inicia-se por notícia-crime, requisição do Ministério Público ou de autoridade policial. O investigado, ainda que não formalmente acusado, já pode ser afetado por ações que terão reflexos futuros no processo.

Primeiros passos: como agir e o que evitar

Ao tomar conhecimento de que você é alvo de investigação criminal, alguns cuidados devem ser imediatamente adotados para evitar complicações e garantir uma defesa técnica consistente.

Passos iniciais essenciais

Procure orientação jurídica especializada: O advogado criminalista é fundamental para analisar o caso e orientar desde a primeira abordagem.
Direito ao silêncio: O investigado tem o direito constitucional de permanecer calado, não sendo obrigado a produzir prova contra si mesmo.
Evite contato com testemunhas: Isso pode ser interpretado como tentativa de influenciar o andamento da investigação.
Não forneça declarações sem acompanhamento: Prestar esclarecimentos sem assistência pode trazer prejuízos à defesa.
Separe documentos relevantes: Reúna provas e informações que possam ser úteis ao seu advogado para a elaboração da estratégia.

O que não fazer em investigação criminal

É importante evitar atitudes como destruir provas, pressionar testemunhas ou tentar obter informações privilegiadas de servidores públicos, pois isso pode configurar conduta ilícita e agravar a situação.

Direitos fundamentais do investigado

Todo investigado possui garantias asseguradas pela Constituição Federal do Brasil e pela legislação penal. Entre os direitos fundamentais estão:

Presunção de inocência: Ninguém pode ser tratado como culpado sem sentença transitada em julgado.
Ampla defesa e contraditório: O investigado tem direito a apresentar argumentos e provas em sua defesa.
Acesso à investigação: Devidamente representado por advogado, pode examinar autos, registros e provas colhidas, salvo em casos de sigilo requerido por autoridade competente.
Comunicação à família e ao advogado: Em caso de prisão ou medida restritiva, é direito do investigado avisar familiares e consultar um advogado.

Importância do acompanhamento por advogado

O papel do advogado criminalista se mostra indispensável desde o início de qualquer investigação. Sua atuação abrange:

– Solicitação de acesso aos autos e esclarecimento sobre o objeto da investigação;
– Orientação sobre o momento e a forma adequada de entregar esclarecimentos, depoimentos ou documentos;
– Requisições de diligências para obtenção de provas favoráveis à defesa;
– Impugnação de atos que violem direitos do investigado;
– Proposta de medidas judiciais cabíveis, como habeas corpus preventivo ou pedido de revogação de medidas cautelares ilegais.

O acompanhamento profissional não somente minimiza riscos, mas também assegura que garantias fundamentais sejam plenamente respeitadas ao longo do processo investigatório.

Como se preparar para depoimentos e oitivas

Participar de depoimentos ou oitivas é uma das situações mais sensíveis em investigações criminais. Veja como se preparar:

Presença obrigatória de advogado: O investigado tem direito de ser assistido, garantindo orientação sobre o que pode ou não responder.
Conhecimento sobre o objeto da investigação: Antes de qualquer depoimento, o investigado deve ser informado sobre os fatos apurados.
Registro integral do depoimento: O conteúdo do depoimento precisa ser fielmente registrado, preferencialmente com acompanhamento do advogado.

Evite declarações vagas, informações contraditórias ou relatos sem comprovação, pois tudo o que for dito poderá ser utilizado para formação da convicção de autoridades públicas.

Produção e preservação de provas

A defesa pode e deve colaborar com elementos que comprovem fatos ou assegurem direitos do investigado. A conduta mais cautelosa é:

Guardar documentos e comunicações relevantes;
Indicar testemunhas que possam contribuir para o esclarecimento do caso;
Evitar manipulação ou destruição de provas, pois isso é ilegal e pode agravar acusações.

A atuação estratégica do advogado auxilia na identificação de quais elementos podem ser apresentadas desde a fase investigatória.

Tipos comuns de medidas cautelares e como reagir

Durante investigações, autoridades podem adotar medidas restritivas temporárias que variam em gravidade e impacto. Algumas delas incluem:

Quebra de sigilo bancário ou telefônico: Autorizada judicialmente, permite acesso a dados do investigado.
Busca e apreensão: Medida para obtenção de provas diretamente na posse do investigado.
Condução coercitiva (vedada desde decisão do STF): Não pode mais ser utilizada para obrigar alguém a depor, salvo se houver resistência após regular intimação.
Prisão temporária ou preventiva: Aplicada em casos específicos, obedecendo requisitos legais.

Em todos os casos, é papel do advogado verificar a legalidade das medidas e recorrer de atos potencialmente abusivos.

Consequências de uma investigação mal conduzida na defesa

Uma defesa desinformada ou passiva pode resultar em imposição de medidas cautelares desnecessárias, oferecimento de denúncia com base precária ou até dificuldade de reversão de danos reputacionais. A atuação preventiva busca a elucidação correta dos fatos e evita agravamentos desnecessários à situação do investigado.

Estratégias de defesa preventiva durante a investigação criminal

A defesa preventiva consiste na antecipação estratégica de riscos jurídicos ainda na fase de investigação, utilizando instrumentos legais para evitar ou mitigar consequências mais graves, como:

Pedidos de arquivamento do inquérito, caso ausentes indícios mínimos de crime;
Impugnação de provas ilícitas ou obtidas em desconformidade com a lei;
Elaboração de memoriais e respostas formais dirigidas às autoridades competentes;
Negociação de termos de ajustamento de conduta em situações que permitam acordo.

Cada caso demanda análise individualizada para escolha da melhor estratégia.

Dúvidas frequentes sobre investigação criminal

Como saber se sou investigado em procedimento criminal?

É possível receber intimação formal para depoimento ou investigação, mas também há casos em que o investigado só toma conhecimento após diligência policial. O acesso a essa informação via autoridade ou advogado é um direito.

O que acontece se eu não comparecer à intimação policial?

O não comparecimento pode gerar condução coercitiva apenas diante de recusa injustificada, e após regular intimação. A recomendação é procurar orientação jurídica para avaliar a conduta.

Posso responder em liberdade durante a investigação?

A regra geral é o investigado permanecer em liberdade, salvo se houver decretação judicial de prisão temporária ou preventiva nos termos da lei vigente.

Documentos ou provas apresentados na investigação podem ser usados no processo?

Sim. Elementos de prova reunidos na fase investigatória costumam ser considerados posteriormente pelo Ministério Público e pelo Judiciário, respeitado o contraditório e a ampla defesa.

Sou obrigado a fornecer senha de celular ou computador à autoridade?

Não há obrigatoriedade de autoincriminação. O investigado não é obrigado a fornecer informações que possam produzir prova contra si, sendo este um direito fundamental.

Síntese e conclusão

A defesa em investigação criminal começa desde o primeiro contato com a autoridade investigadora. Buscar orientação jurídica qualificada, adotar postura cuidadosa e conhecer seus direitos são medidas essenciais para atravessar o procedimento com segurança e minimizar riscos futuros. Se você está diante de uma investigação criminal ou tem dúvidas sobre o tema, procure orientação especializada para planejar sua atuação de forma assertiva.

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