Pular para o conteúdo
Rândalos Madeira Advogados Associados

consultoria

etapas de um caso de distrato imobiliário

Por 7 min de leitura

Etapas de um caso de distrato imobiliário O distrato imobiliário, caracterizado pela rescisão de um contrato de compra e venda de imóvel antes da entrega das…

Fotografia institucional aprovada pelo titular para uso editorial

Etapas de um caso de distrato imobiliário

O distrato imobiliário, caracterizado pela rescisão de um contrato de compra e venda de imóvel antes da entrega das chaves, envolve etapas claras e direitos definidos para compradores e incorporadoras. O processo pode ser administrativo ou judicial e requer atenção aos documentos, prazos e obrigações legais de ambas as partes.

O que é distrato imobiliário e por que ele ocorre?

O distrato imobiliário acontece quando uma das partes, normalmente o comprador, solicita a rescisão do contrato de compra e venda do imóvel, geralmente devido a dificuldades financeiras, atraso na obra ou insatisfação com o imóvel. O procedimento segue regras da legislação vigente e pode gerar direitos à devolução de valores e incidência de multas.

Principais etapas de um caso de distrato imobiliário

1. Análise do contrato de compra e venda

O primeiro passo é examinar o contrato firmado entre comprador e incorporadora. O documento costuma trazer cláusulas específicas para rescisão, multas, devolução de valores pagos e prazos. É fundamental entender os direitos e deveres estabelecidos, pois eles influenciam todas as etapas seguintes do distrato.

2. Verificação dos motivos para rescisão

A motivação do distrato impacta diretamente na solução do caso. Os principais motivos incluem:

Desistência voluntária do comprador: Geralmente gera devolução parcial dos valores.
Descumprimento do contrato pela incorporadora: Como atraso na entrega do imóvel, possibilita devolução integral ou formas de compensação.

Cada situação é tratada de forma diferente pela legislação e jurisprudência.

3. Comunicação formal do pedido de distrato

O pedido de rescisão deve ser comunicado formalmente à outra parte, preferencialmente por escrito. O envio pode ser feito por carta registrada com aviso de recebimento, e-mail com confirmação, ou outros meios que comprovem a ciência do destinatário.

4. Negociação das condições do distrato

Após comunicar a intenção de rescindir o contrato, as partes podem negociar diretamente os termos do distrato. Nem sempre há consenso imediato quanto ao percentual de devolução, multas ou prazos para pagamento. A negociação extrajudicial pode evitar conflitos e acelerar o encerramento da relação contratual.

5. Propostas e aceitação de acordo (quando possível)

Se houver acordo quanto aos valores e condições, as partes firmam um termo de distrato por escrito, detalhando:

– Percentual devolvido ao comprador
– Forma e prazo de pagamento
– Quitação mútua das obrigações
– Eventuais multas e abatimentos

O acordo é importante para documentar a extinção das obrigações e proteger ambas as partes de futuras cobranças ou processos.

6. Possibilidade de mediação ou conciliação

Caso as partes não cheguem a um acordo direto, podem buscar uma solução por meio de mediação ou conciliação, inclusive nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC). Nesses casos, uma terceira pessoa imparcial auxilia na negociação para resolver o impasse sem recorrer imediatamente ao Judiciário.

7. Judicialização do distrato imobiliário

Quando não é possível compor o conflito de modo amigável, o distrato pode chegar ao Judiciário. O comprador ou a incorporadora pode ingressar com ação judicial para discutir a rescisão contratual, pedir devolução de valores e demais direitos. Nesta etapa, o juiz avalia o contrato, os motivos do distrato e aplica a legislação pertinente para definir as parcelas a serem devolvidas, multas e demais consequências.

8. Cumprimento da decisão ou do acordo

Com a homologação de um acordo em esfera extrajudicial ou judicial, ou após sentença judicial, ocorre o pagamento dos valores devidos e a quitação das obrigações entre as partes. O contrato, então, é considerado rescindido de forma definitiva.

Documentos necessários para distrato imobiliário

Para viabilizar o processo de distrato, normalmente são exigidos:

– Contrato de compra e venda do imóvel
– Comprovantes de pagamentos realizados
– Correspondências trocadas entre as partes
– Documento de identificação das partes (CPF, RG)
– Procuração (em caso de atuação por advogado)

Esses documentos comprovam a relação jurídica, os valores envolvidos e as comunicações realizadas.

Direitos de devolução, multas e prazos

Os percentuais de devolução e aplicação de multas dependem do motivo do distrato e das cláusulas contratuais. Os tribunais passaram a fixar limites para que as retenções sejam proporcionais, especialmente após a Lei nº 13.786/2018, conhecida como Lei do Distrato. Essa legislação prevê, por exemplo, que a incorporadora pode reter um percentual dos valores pagos pelo comprador que desistir do negócio, visando cobrir despesas administrativas e eventuais perdas.

Em linhas gerais:

– No caso de desistência por vontade do comprador, pode haver devolução parcial dos valores pagos, descontadas as parcelas previstas.
– Em caso de culpa da incorporadora (ex: atraso injustificado), a devolução pode ser integral, com ou sem indenização extra.

O prazo para devolução geralmente é estipulado em contrato ou fixado pelo juiz, observando o entendimento jurisprudencial vigente.

Tabela comparativa: desistência do comprador x culpa da incorporadora

| Situação | Devolução de valores | Incidência de multa | Prazo típico de devolução |
|——————————|—————————|————————|———————————-|
| Desistência do comprador | Percentual, normalmente parcial, descontadas taxas e multa | Pode haver multa contratual | Geralmente até 180 dias* |
| Culpa da incorporadora | Restituição integral dos valores pagos | Multa favorável ao comprador | Pode ser imediato ou conforme decisão judicial |

* Prazo pode variar conforme contrato e legislação aplicável.

O que fazer em caso de negativa ou retenção abusiva?

Caso a incorporadora se recuse a proceder ao distrato ou retenha valor excessivo, o comprador pode buscar órgãos de defesa do consumidor ou recorrer ao Judiciário. Para estes casos, um acompanhamento jurídico especializado é recomendado, pois a discussão judicial pode envolver análise detalhada do contrato, documentos e legislação.

Perguntas frequentes sobre distrato imobiliário

Como saber se tenho direito ao distrato do imóvel?

A análise das cláusulas contratuais e das condições do negócio é fundamental. Geralmente, a lei permite o distrato tanto por motivos do comprador quanto por descumprimento da incorporadora, com regras próprias para devolução e multas.

Quais documentos preciso juntar para pedir o distrato?

É essencial apresentar o contrato de compra e venda, comprovantes de pagamento, comunicações trocadas e documentos pessoais. Esses itens comprovam a relação jurídica e ajudam na defesa dos seus direitos.

A incorporadora pode se recusar a devolver valores?

A incorporadora não pode, em regra, reter valores abusivos ou recusar completamente a devolução em situações previstas em lei. Havendo divergências, cabe recurso aos órgãos competentes ou ao Judiciário.

O que mudou com a Lei do Distrato?

A Lei nº 13.786/2018 estabeleceu parâmetros claros sobre percentuais de retenção e prazos para devolução, trazendo maior previsibilidade e proteção para as partes.

É preciso advogado para fazer o distrato?

Embora não seja obrigatório em todas as situações, a assessoria jurídica é recomendável para análise do contrato, negociações e eventual litígio.

Conclusão

O distrato imobiliário exige atenção a etapas bem definidas, análise criteriosa do contrato e respeito aos direitos de ambas as partes, tanto em negociações administrativas quanto em eventual disputa judicial. Caso enfrente dificuldades no seu processo de distrato, a orientação de um profissional especializado pode ser fundamental para a obtenção da solução mais adequada.

O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar? Entre em contato pelo WhatsApp [clicando aqui](https://www.google.com/maps?rlz=1C1VDKB_enBR1141BR1141&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQIRgK0gEINDg3OWowajeoAgCwAgA&um=1&ie=UTF-8&fb=1&gl=br&sa=X&geocode=KUktcvuvWc6UMWceFP_F2-us&daddr=Av.+Paulista,+1842+-+Torre+Norte+-+conj.155+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo+-+SP,+01310-200) para orientação do time jurídico do RDM Advogados.

O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar?

Instagram · LinkedIn · YouTube · TikTok · X · Google Meu Negócio

Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.

Conteúdo revisado pela equipe RDM Advogados Associados.

Informação ajuda. Orientação jurídica decide.

Conteúdo educativo, notícias e análises para compreender riscos, prevenir conflitos e identificar quando buscar atendimento profissional.

Falar com a RDM Advogados