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direitos e riscos em direitos do vigilante

Por 6 min de leitura

direitos e riscos em direitos do vigilante O vigilante, figura central na segurança privada, possui direitos trabalhistas previstos em diversas normas.

direitos e riscos em direitos do vigilante

O vigilante, figura central na segurança privada, possui direitos trabalhistas previstos em diversas normas. Contudo, há riscos inerentes à profissão e desafios relacionados ao reconhecimento e efetividade desses direitos. Este artigo aborda os principais direitos do vigilante, os riscos associados à atividade e orientações essenciais sobre proteção e prevenção.

Direitos trabalhistas do vigilante

O vigilante tem proteção trabalhista específica, com normas que vão além da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), considerando as peculiaridades da profissão.

Direitos garantidos ao vigilante

O vigilante tem direito a:

– Registro em carteira assinada.
– Salário-base de acordo com o piso da categoria.
– Adicionais como periculosidade, noturno e insalubridade, quando cabíveis.
– Jornada de trabalho diferenciada.
– Equipamentos de proteção, uniformes e condições adequadas de trabalho.

A Lei nº 7.102/1983 regula a atividade de vigilância ostensiva e transporte de valores no Brasil, além de estabelecer requisitos de formação e responsabilidades das empresas e profissionais.

Adicional de periculosidade

O adicional de periculosidade é um dos principais direitos do vigilante, reconhecendo o risco permanente à integridade física.

O que é o adicional de periculosidade e como ele se aplica ao vigilante?

O vigilante recebe adicional de periculosidade equivalente a 30% do salário-base, devido à exposição a situações perigosas como proteção de patrimônio, vigilância armada e transporte de valores.

Esse valor não pode ser incorporado ao salário para outros fins, como férias e 13º salário, mas tem impacto direto sobre o valor percebido mensalmente.

Jornada de trabalho e descanso

A jornada regular do vigilante é de 44 horas semanais, podendo ser organizada em escalas específicas, como 12×36, respeitando os intervalos legais.

Escalas de trabalho e períodos de descanso do vigilante

O vigilante deve ter intervalo intrajornada para alimentação e repouso, além do descanso semanal remunerado. As empresas são obrigadas a oferecer condições para que esses períodos sejam devidamente respeitados.

Quando há trabalho em domingos ou feriados, existe compensação ou pagamento extra conforme previsto em acordos coletivos e convenções da categoria.

Equipamentos de proteção e condições de trabalho

As empresas de segurança devem fornecer ao vigilante todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) necessários, uniformes adequados e treinamento para situações de risco.

Quais EPIs e condições devem ser oferecidos ao vigilante?

Os principais equipamentos incluem:

– Colete à prova de balas.
– Cinto de utilidades.
– Armamento e munição regularizados.
– Radiocomunicadores, lanternas e outros dispositivos eletrônicos.
– Calçados e uniformes padronizados.

A empresa responde pela manutenção e reposição desses itens, conforme as normas de segurança do trabalho.

Formação, reciclagem e porte de arma

Para atuar como vigilante, é obrigatório ser aprovado em curso de formação reconhecido, além de realizar reciclagem periódica.

O que envolve a formação e a reciclagem do vigilante?

O processo inclui:

– Curso de formação teórico e prático.
– Treinamento em defesa pessoal, primeiros socorros e legislação específica.
– Reciclagem obrigatória a cada dois anos.
– Avaliações psicológicas e físicas regulares.
– Autorização formal para porte de arma, conforme legislação vigente.

Esses critérios visam garantir a aptidão do profissional e a segurança coletiva.

Riscos profissionais na atividade de vigilante

O exercício do cargo de vigilante expõe o trabalhador a uma série de riscos, tanto físicos quanto psicossociais.

Principais riscos da atividade de vigilante

Entre os riscos mais comuns estão:

– Exposição à violência e confrontos armados.
– Jornada extensa e trabalho noturno.
– Estresse elevado devido à responsabilidade de proteger pessoas e bens.
– Doenças ocupacionais, como distúrbios de sono, ansiedade ou problemas músculo-esqueléticos.
– Acidentes decorrentes do uso de armas, equipamentos ou veículos.

Empresas devem adotar medidas de prevenção, suporte psicológico e treinamentos específicos para mitigar esses riscos.

Direitos em caso de acidente ou afastamento

O vigilante acidentado em serviço tem direito à estabilidade provisória, auxílio-doença, emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e retorno protegido ao trabalho.

O que acontece se o vigilante sofrer acidente de trabalho?

Se afastado por acidente, o vigilante pode receber benefícios previdenciários, estabilidade no emprego por 12 meses após o retorno e reintegração em função compatível, caso haja limitação.

A empresa é obrigada a abrir a CAT e informar imediatamente o INSS, permitindo ao trabalhador requerer seus direitos.

Rescisão, verbas rescisórias e homologação

No término do contrato, seja por iniciativa do empregador ou do empregados, o vigilante tem direito às verbas rescisórias, incluindo saldo salarial, aviso prévio, férias, 13º proporcional e multa do FGTS.

Direitos do vigilante na rescisão do contrato

A rescisão deve observar as regras estabelecidas em acordos coletivos da categoria e normas da CLT. Em alguns casos, o sindicato precisa homologar a rescisão, garantindo que todos os valores devidos sejam pagos corretamente.

Dúvidas frequentes sobre direitos e riscos do vigilante

O vigilante pode recusar trabalho armado?

O porte de arma é atividade típica do vigilante, desde que legalmente autorizado. Se o profissional não tiver autorização, não pode ser obrigado a portar arma.

Vigilante tem direito a insalubridade além da periculosidade?

A legislação não permite o recebimento simultâneo de ambos. O trabalhador recebe apenas o adicional mais vantajoso, geralmente o de periculosidade.

O que fazer se a empresa não fornecer os EPIs?

O trabalhador pode denunciar à Delegacia Regional do Trabalho e ao sindicato. A ausência de EPIs caracteriza falha grave do empregador.

Vigilantes têm direito à aposentadoria especial?

A aposentadoria especial pode ser requerida por vigilantes que comprovem a efetiva exposição a perigo contínuo, conforme normas do INSS, mediante documentação adequada.

Qual a diferença entre vigilante e porteiro quanto aos direitos?

O porteiro não é considerado profissional de segurança privada, não tem direito ao adicional de periculosidade nem à obrigatoriedade de curso específico.

Considerações finais

Os direitos do vigilante têm respaldo legal robusto, mas a efetivação depende de fiscalização, atuação do sindicato e cumprimento das normas pelas empresas contratantes. O reconhecimento dos riscos inerentes à atividade é fundamental para a valorização da categoria e redução de acidentes.

Em caso de dúvidas ou necessidade de orientação, busque apoio profissional. Para saber o que fazer diante de uma situação específica ou decisão importante, acesse: [O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar?](https://www.google.com/maps?rlz=1C1VDKB_enBR1141BR1141&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQIRgK0gEINDg3OWowajeoAgCwAgA&um=1&ie=UTF-8&fb=1&gl=br&sa=X&geocode=KUktcvuvWc6UMWceFP_F2-us&daddr=Av.+Paulista,+1842+-+Torre+Norte+-+conj.155+-+Bela+Vista,+S%C3%A3o+Paulo+-+SP,+01310-200).

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