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Por 7 min de leitura

Direitos e riscos em distrato imobiliário O distrato imobiliário ocorre quando uma ou ambas as partes desejam encerrar um contrato de compra e venda de…

Fotografia institucional aprovada pelo titular para uso editorial

Direitos e riscos em distrato imobiliário

O distrato imobiliário ocorre quando uma ou ambas as partes desejam encerrar um contrato de compra e venda de imóvel, normalmente antes da entrega das chaves. Neste artigo, são destacados os principais direitos de compradores e vendedores e os riscos envolvidos nesse procedimento, essencial para quem busca segurança jurídica em transações imobiliárias.

O que é o distrato imobiliário?

O distrato imobiliário é a rescisão formal de um contrato de compra e venda de imóvel, estabelecendo condições para o encerramento da relação, devolução de valores e aplicação de eventuais penalidades.

Esse procedimento é regulado por lei no Brasil, trazendo regras específicas para contratos firmados no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida e para empreendimentos imobiliários em geral. O distrato pode ser amigável, mediante acordo, ou judicial, quando há discordância entre as partes.

Direitos do comprador no distrato imobiliário

O comprador tem direitos expressos quando solicita ou precisa realizar o distrato imobiliário, especialmente para proteção de valores investidos. O principal direito é a restituição parcial dos valores pagos, descontados percentuais estabelecidos em lei ou contrato.

Entre os direitos do comprador:

Restituição dos valores pagos: O comprador tem direito à devolução dos valores quitados, descontada a multa rescisória prevista no contrato, taxas administrativas e outros custos que estejam formalizados.
Prazo de devolução: A legislação prevê prazo para restituição, que pode variar de acordo com o tipo de empreendimento e motivo do distrato.
Informação detalhada: O comprador deve receber informações claras sobre os valores a serem retidos e devolvidos.
Proteção contra cobranças abusivas: A retenção de valores pelo vendedor deve respeitar limites legais, não podendo comprometer a função social do contrato ou caracterizar enriquecimento ilícito.

Riscos para o comprador no distrato imobiliário

Ao solicitar o distrato, o comprador se expõe a alguns riscos financeiros e jurídicos, tais como:

Perda de parte do valor investido: O comprador não recebe integralmente tudo o que já pagou, devido à retenção de porcentagem estabelecida, normalmente para cobrir despesas do vendedor.
Prazos de devolução: Há risco de atraso na devolução dos valores, principalmente quando a construtora enfrenta dificuldades financeiras ou o distrato depende de decisão judicial.
Possibilidade de litígio judicial: Em caso de discordância quanto à restituição, podem surgir processos judiciais que se arrastam ao longo do tempo, aumentando custos e incertezas.

Direitos do vendedor no distrato imobiliário

As incorporadoras e construtoras, ao aceitarem o distrato, também possuem direitos previstos:

Retenção de percentuais legais: O vendedor pode reter determinada porcentagem sobre os valores pagos pelo comprador, conforme previsão contratual e legislação vigente, incluindo despesas administrativas, comissões de vendas e outras despesas comprovadas.
Reversão do imóvel ao estoque: O imóvel pode ser relistado para venda após a formalização do distrato.
Reparação por danos: Se o distrato causar prejuízos extraordinários — por exemplo, se houver destruição intencional do imóvel antes da devolução — pode ser direito do vendedor buscar indenização.

Riscos para o vendedor no distrato imobiliário

Os vendedores também enfrentam riscos no processo de distrato:

Obrigação de devolução de valores em prazo curto: Dependendo da lei aplicável, pode haver obrigação de ressarcir rapidamente o comprador, impactando o fluxo de caixa da incorporadora.
Judicialização: Em caso de retenções abusivas, o vendedor pode ser acionado judicialmente, com risco de condenação e obrigações adicionais.
Desvalorização do imóvel: O imóvel retornado pode ficar desvalorizado ou encalhado no estoque diante da alteração do contexto econômico.

Quais os percentuais de retenção permitidos no distrato imobiliário?

A retenção de parte dos valores pagos pelo comprador, em caso de distrato, deve observar limites impostos pela legislação vigente e eventuais decisões judiciais. No Brasil, leis específicas disciplinam contratos de compra e venda de imóveis na planta:

– O percentual de retenção mais comum gira em torno de 25% dos valores pagos pelo comprador, incluindo despesas administrativas e taxas condominiais.
– Quando a culpa pelo distrato é atribuída ao vendedor, exige-se a devolução integral dos valores pagos.
– Contratos financiados por Programas Habitacionais, como o Minha Casa Minha Vida, têm regras protetivas específicas, limitando ainda mais as retenções.

Vale ressaltar que percentuais superiores ao estipulado legalmente costumam ser considerados abusivos pela Justiça.

Quais são os principais documentos no processo de distrato imobiliário?

O processo de distrato exige documentação clara para garantir a segurança das partes envolvidas. Entre os principais documentos necessários estão:

1. Contrato de compra e venda do imóvel;
2. Termo de distrato ou instrumento de rescisão contratual;
3. Demonstrativo de pagamentos realizados;
4. Comprovante de débito de taxas, eventuais multas e despesas administrativas;
5. Documentos pessoais das partes (RG, CPF).

Essa documentação é fundamental para registrar oficialmente o encerramento da relação contratual e evitar disputas futuras.

Como ocorre o distrato: Passo a passo

Segue uma síntese dos principais passos do distrato imobiliário:

1. Solicitação de distrato: O interessado manifesta formalmente a intenção de encerrar o contrato.
2. Negociação das condições: As partes discutem os valores que serão restituídos, multas e eventuais descontos.
3. Elaboração do termo de distrato: Documento formaliza o acordo e a homologação do encerramento contratual.
4. Devolução dos valores devidos: Quitação das obrigações financeiras entre as partes, conforme o termo assinado.
5. Baixa do imóvel: O imóvel é liberado para nova comercialização ou reintegração ao patrimônio da vendedora.

Principais cuidados ao realizar um distrato imobiliário

Realizar um distrato exige atenção redobrada a alguns pontos fundamentais:

Verificar o contrato original: Todos os direitos e deveres dependem do que foi pactuado.
Avaliar os percentuais de retenção: Consulte a legislação vigente e busque orientação jurídica se necessário.
Registrar tudo formalmente: O distrato deve ser devidamente documentado e, sempre que possível, realizado perante testemunhas ou com assistência jurídica.
Monitorar prazos de devolução: Atente-se à previsão de datas para evitar inadimplência da parte oposta.

Essas medidas reduzem riscos e aumentam a segurança na desfazenda dos negócios imobiliários.

FAQ sobre distrato imobiliário

Posso perder todo o dinheiro investido ao desistir de um imóvel?

Não. A legislação vigente prevê a devolução de parte significativa dos valores pagos, salvo em situações excepcionais, como quando a culpa pelo distrato é do comprador e há previsão contratual clara.

O distrato pode ser realizado apenas de forma judicial?

Não. O distrato pode ser feito de maneira extrajudicial, por acordo direto entre as partes, ou judicialmente, caso haja divergência sobre os termos.

As taxas e multas podem ser cobradas à vontade pelo vendedor?

Não. Há limites para as retenções e multas, que devem estar expressamente previstas em contrato e respeitar parâmetros da lei.

O distrato afeta meu score de crédito?

Via de regra, o distrato em si não afeta o score, salvo casos em que haja inadimplência registrada em órgãos de proteção ao crédito devido a dívidas pendentes.

O que fazer se a empresa não devolver os valores devidos?

Recomenda-se tentar negociação extrajudicial e, se não houver acordo, buscar orientação jurídica para eventual medida judicial.

Conclusão

O distrato imobiliário é um instrumento fundamental para solucionar, de forma segura e regulamentada, a desistência ou rescisão de contratos de imóveis. Tanto compradores quanto vendedores devem conhecer seus direitos e riscos, prestar atenção à documentação e buscar sempre conduzir o processo de maneira formalizada e transparente. Diante de dúvidas específicas, recomenda-se consultar um advogado especializado para garantir a melhor solução em cada caso.

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Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.

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