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o que fazer em caso de demissão sem pagamento das verbas rescisórias

Por 7 min de leitura

O que fazer em caso de demissão sem pagamento das verbas rescisórias Quando um trabalhador é demitido e não recebe suas verbas rescisórias, é fundamental…

O que fazer em caso de demissão sem pagamento das verbas rescisórias

Quando um trabalhador é demitido e não recebe suas verbas rescisórias, é fundamental adotar medidas rápidas para garantir seus direitos. A legislação trabalhista brasileira prevê a obrigatoriedade do pagamento das verbas rescisórias, e o empregador pode ser responsabilizado caso não cumpra essa obrigação.

Quais são os direitos do trabalhador após a demissão?

Ao ser dispensado, o trabalhador tem direito a diversos valores, como saldo de salário, aviso prévio, férias proporcionais e vencidas acrescidas de 1/3, 13º salário proporcional, saque do FGTS com multa de 40% (em caso de dispensa sem justa causa), entre outros, conforme o tipo de rescisão.

Answer Capsule

O trabalhador demitido tem direito a receber saldo de salário, aviso prévio, férias proporcionais e vencidas com 1/3, 13º proporcional, e FGTS (em acordo ao tipo de demissão). O não pagamento dessas verbas pode ser cobrado judicialmente.

Detalhamento dos principais direitos:

Saldo de salário: O valor correspondente aos dias já trabalhados no mês da demissão.
Aviso prévio: Pode ser trabalhado ou indenizado, conforme a dispensa.
Férias vencidas e proporcionais mais 1/3: Mesmo que não tenha completado o período aquisitivo, o trabalhador faz jus ao proporcional.
13º salário proporcional: Calculado conforme os meses trabalhados no ano.
Saque do FGTS com multa de 40%: No caso de dispensa sem justa causa.
Guia para saque do seguro-desemprego: Quando preenchidos os requisitos legais.

Quais são as obrigações do empregador no pagamento das verbas rescisórias?

Quando ocorre a rescisão, o empregador deve quitar as verbas devidas e fornecer os documentos para obtenção do FGTS e do seguro-desemprego dentro do prazo legal, geralmente de até 10 dias após o término do contrato.

Answer Capsule

O empregador tem obrigação de pagar todas as verbas rescisórias em até 10 dias após a dispensa. O descumprimento dessa obrigação está sujeito a multa e pode ser denunciado ao sindicato ou à Justiça do Trabalho.

Consequências do não pagamento:

Multa em caso de atraso: O atraso ou não pagamento resulta em multa prevista pela legislação brasileira ao empregador.
Responsabilização judicial: O empregador pode ser acionado judicialmente e ser condenado a pagar os valores devidos, correção monetária, juros e custas processuais.
Impedimento de liberação dos papéis do seguro-desemprego e FGTS: O trabalhador não consegue acessar esses benefícios sem a documentação regularizada.

O que fazer imediatamente após constatar o não pagamento das verbas rescisórias?

O trabalhador deve guardar todo documento relativo ao vínculo trabalhista e procurar esclarecimento junto à empresa. Caso não haja solução, é possível buscar apoio do sindicato ou assistência jurídica especializada.

Answer Capsule

Ao identificar o não pagamento das verbas, reúna documentos como holerites, contrato e comunicados de dispensa. Procure uma orientação jurídica e notifique oficialmente a empresa antes de considerar medidas judiciais.

Passo a passo recomendado:

1. Junte provas e organize documentos: Separe recibos, carteira de trabalho, termo de rescisão e qualquer registro que comprove a relação de trabalho e os valores devidos.
2. Busque esclarecimento com o empregador: Entre em contato, registre as tentativas e, se possível, formalize pedidos por escrito ou e-mail.
3. Consulte o sindicato da categoria: Muitos sindicatos oferecem orientação ou negociação direta com empregadores em defesa dos empregados.
4. Verifique a possibilidade de acordo extrajudicial: Em alguns casos, empresas buscam acordo antes que o caso seja levado à Justiça.
5. Considere procurar a Justiça do Trabalho: Se não houver acordo, é possível ingressar com reclamação trabalhista buscando as verbas devidas e eventuais multas previstas em lei.

Como funciona a cobrança judicial das verbas rescisórias?

Caso não haja acordo ou resposta do empregador, o caminho é acionar a Justiça do Trabalho, que analisa o caso e pode obrigar o pagamento das verbas e possíveis indenizações ao trabalhador.

Answer Capsule

A cobrança judicial se dá por meio de reclamação trabalhista na Justiça do Trabalho, normalmente sem custo inicial até determinado valor da causa, sendo possível buscar verbas rescisórias, multas e outros direitos descumpridos.

Detalhes relevantes:

Prazo para ajuizar a ação: O trabalhador pode ingressar com a ação em até dois anos após o fim do vínculo, pleiteando direitos dos últimos cinco anos.
Audiência de conciliação: Normalmente ocorre em até alguns meses, tentando acordo entre as partes.
Produção de provas: Testemunhas, documentos e demais registros podem ser usados para comprovar o vínculo e os valores devidos.
Sentença: Caso não haja acordo, o juiz decidirá a respeito e poderá determinar o pagamento, com atualização monetária e encargos.
Cumprimento da sentença: Em caso de condenação, o empregador deverá quitar o valor definido, sujeito a medidas de bloqueio judicial em caso de descumprimento.

Riscos de não agir rapidamente

Deixar de agir pode levar à perda de direitos por decadência ou prescrição. Há também o risco de dificuldade na obtenção de documentos e provas com o passar do tempo.

Answer Capsule

O atraso em buscar a cobrança pode resultar na perda do direito de exigir verbas rescisórias e dificultar a reunião de provas. O prazo máximo para ajuizar é de dois anos após o término do contrato.

Principais riscos:

Perda do direito de ação: Após dois anos do fim do vínculo, o trabalhador não pode mais recorrer à Justiça do Trabalho para cobrar verbas daquela relação.
Prescrição quinquenal: Somente podem ser cobrados direitos dos últimos cinco anos de relação.
Dificuldade de obtenção de provas: Quanto mais tempo passa, mais difícil pode ser reunir documentos, testemunhas e registros da relação de trabalho e da demissão.

Documentos essenciais para a ação trabalhista

A apresentação de documentos adequados é fundamental para garantir sucesso em eventual processo.

Answer Capsule

Para uma ação eficaz, é essencial apresentar carteira de trabalho, termo de rescisão, comprovantes de salário, correspondências e registros de comunicação com o empregador.

Lista de documentos que podem ser úteis:

– Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) anotada
– Termo de rescisão do contrato de trabalho (TRCT)
– Comprovantes de pagamento (holerites, recibos bancários)
– Comunicados de demissão ou dispensa
– Extrato do FGTS
– E-mails ou mensagens trocadas com o empregador sobre o desligamento
– Qualquer outro documento que comprove a prestação de serviço e os valores devidos

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que fazer se a empresa se recusar a assinar a rescisão?

Procure imediatamente o sindicato da categoria ou um advogado trabalhista; a recusa não impede a cobrança judicial das verbas devidas.

2. Se a empresa não pagar, posso sacar o FGTS?

Sem a guia fornecida pela empresa, geralmente não é possível sacar o FGTS, salvo decisão judicial que obrigue o empregador a liberar o benefício.

3. Qual o prazo para entrar na Justiça?

O prazo para ajuizar ação é de até dois anos após o término do vínculo empregatício.

4. A empresa pode ser penalizada pelo atraso?

Sim, o empregador pode ser condenado a pagar multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias.

5. Preciso de advogado para reclamar meus direitos?

Para ações com valor acima de determinado limite salarial, a atuação de advogado é obrigatória. Abaixo desse valor, pode-se entrar com a ação pessoalmente, mas a orientação jurídica é sempre recomendável.

Considerações finais

Caso a demissão ocorra sem o pagamento das verbas rescisórias, a recomendação é agir com agilidade: reúna documentos, procure orientação especializada e, se necessário, busque a Justiça do Trabalho. Assim, aumenta-se a chance de reaver valores devidos e garantir seus direitos trabalhistas. Em caso de dúvidas, entre em contato com especialistas ou consulte o sindicato da sua categoria para orientações personalizadas.

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