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prazos importantes em demissão sem pagamento das verbas rescisórias

Por 5 min de leitura

prazos importantes em demissão sem pagamento das verbas rescisórias Quando um empregado é demitido e não recebe as verbas rescisórias no prazo legal, surgem…

prazos importantes em demissão sem pagamento das verbas rescisórias

Quando um empregado é demitido e não recebe as verbas rescisórias no prazo legal, surgem consequências imediatas para o empregador e direitos acionáveis para o trabalhador. A legislação trabalhista brasileira define prazos claros para o pagamento dessas verbas e para eventuais medidas judiciais por parte do empregado.

Quais são os principais prazos para pagamento das verbas rescisórias?

O empregador deve quitar as verbas rescisórias em até 10 dias após o término do contrato, independentemente do tipo de aviso prévio. Descumprir esse prazo pode gerar penalidades e permite que o empregado busque seus direitos legalmente.

Detalhamento do prazo de pagamento

Segundo o artigo 477 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o pagamento das verbas rescisórias deve ocorrer até 10 dias contados do término do contrato de trabalho. Isso vale para qualquer modalidade de dispensa, seja por iniciativa do empregado (pedido de demissão) ou do empregador (dispensa sem justa causa ou por justa causa). O descumprimento acarreta multa prevista em lei a favor do trabalhador.

Quais consequências para o empregador se não houver o pagamento?

Caso o empregador não pague as verbas rescisórias no prazo legal, deverá pagar uma multa ao empregado equivalente ao valor de um salário. Além disso, permanece a obrigação de quitar todos os valores devidos.

Multa do artigo 477

A multa estabelecida no artigo 477 da CLT corresponde a um salário do empregado se o pagamento não for feito até o décimo dia após a demissão. O objetivo é desestimular o atraso e proteger o trabalhador em situação de vulnerabilidade diante da ruptura contratual.

O que o trabalhador pode fazer se não receber as verbas rescisórias?

O empregado pode tentar buscar uma solução diretamente com o empregador, mas, caso não seja atendido, tem o direito de ingressar com reclamação trabalhista para exigir o pagamento e a multa prevista.

Prazos para entrar com ação trabalhista (prescrição)

Embora o prazo para pagamento seja de 10 dias, o empregado possui até dois anos após o término do contrato para ajuizar reclamação trabalhista, desde que a reclamação se refira a créditos trabalhistas relativos aos cinco anos anteriores ao encerramento do vínculo.

Resumo dos prazos relevantes

| Prazo | Detalhe |
|——————————-|————————————————————————————|
| 10 dias | Prazo para pagamento das verbas rescisórias após o término do contrato. |
| 2 anos | Prazo prescricional para entrar com reclamação trabalhista após fim do vínculo. |
| 5 anos | Período máximo retroativo para créditos trabalhistas na Justiça do Trabalho. |

Quais verbas precisam ser pagas na rescisão?

As verbas rescisórias variam conforme o tipo de demissão, mas normalmente incluem:

– Saldo de salário
– Aviso prévio (quando aplicável)
– Férias vencidas e proporcionais + 1/3 constitucional
– 13º salário proporcional
– FGTS com multa (em caso de dispensa sem justa causa)
– Outras verbas previstas em acordo ou convenção coletiva

Existe exceção ao prazo de 10 dias?

O prazo de 10 dias é a regra geral, mas situações como o cumprimento do aviso prévio trabalhado ou indenizado não alteram esse limite. O termo final do contrato é o marco inicial para a contagem do prazo, conforme orientação dos tribunais.

Cuidados na formalização e homologação da rescisão

A rescisão deve ser formalizada por escrito, com entrega dos documentos pertinentes ao trabalhador. Desde novembro de 2017, a homologação sindical não é mais obrigatória, independentemente do tempo de serviço. No entanto, é prudente que o empregado verifique o cálculo das verbas e a regularidade dos documentos recebidos.

Documentos importantes na rescisão

O empregado deve receber:

– Termo de rescisão do contrato de trabalho
– Guias para levantamento do FGTS e solicitação do seguro-desemprego (quando cabível)
– Comprovantes de quitação das verbas rescisórias

Guarde esses documentos para eventual necessidade de comprovação em processos fiscais ou trabalhistas.

Como agir em caso de atraso ou não pagamento?

Se o pagamento não for realizado no prazo, é recomendado:

1. Tentar contato formal com o empregador, por escrito, requisitando o pagamento.
2. Anotar datas, valores e guardar provas da tentativa de solução amigável.
3. Procurar orientação jurídica trabalhista ou o sindicato da categoria, se houver dúvidas.
4. Avaliar, com apoio técnico, a possibilidade de ingressar com ação judicial, dentro do prazo prescricional.

Dúvidas Frequentes (FAQ)

1. O empregador pode parcelar as verbas rescisórias?

A legislação não prevê parcelamento; salvo acordo formalizado e homologado judicialmente, o pagamento deve ser feito integralmente no prazo legal.

2. A multa de um salário sempre é devida em caso de atraso?

A multa do artigo 477 é aplicável se o atraso for de responsabilidade exclusiva do empregador.

3. Como é contado o prazo de 10 dias: dias corridos ou úteis?

O prazo é contado em dias corridos, a partir do término efetivo do contrato.

4. Quais são os riscos do empregado não tomar nenhuma medida?

Se não agir no prazo prescricional de dois anos, o empregado perde o direito de cobrar judicialmente.

5. O empregador pode descontar valores do que seria pago na rescisão?

Descontos só podem ocorrer em casos previstos em lei ou acordo, como adiantamentos e faltas não justificadas.

Conclusão

O cumprimento dos prazos na rescisão é essencial para garantir os direitos do trabalhador e evitar sanções ao empregador. Caso o pagamento das verbas rescisórias não seja realizado no prazo de 10 dias, o trabalhador pode buscar a reparação de seus direitos na Justiça até dois anos após o fim do contrato. Em caso de dúvidas ou dificuldades, o apoio de um profissional especializado contribui para decisões seguras.

Para orientação jurídica ou análise do seu caso, entre em contato com um advogado trabalhista de confiança.

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Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.

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