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Crimes digitais

prazos importantes em preservação de prova digital

Por 6 min de leitura

prazos importantes em preservação de prova digital A preservação de provas digitais exige atenção a prazos-chave definidos em lei ou estabelecidos por decisão…

Fotografia institucional aprovada pelo titular para uso editorial

prazos importantes em preservação de prova digital

A preservação de provas digitais exige atenção a prazos-chave definidos em lei ou estabelecidos por decisão judicial. A perda do momento adequado pode comprometer investigações, ações judiciais e defesas, já que dados digitais podem ser rapidamente alterados ou eliminados.

O que é preservação de prova digital

A preservação da prova digital refere-se ao conjunto de medidas técnicas e jurídicas para garantir a integridade e a disponibilidade de informações digitais relevantes em processos. A demanda pode envolver redes sociais, provedores de internet, aplicativos de mensagens, servidores em nuvem e arquivos locais. Em muitos casos, é fundamental agir antes que os dados sejam alterados, excluídos ou sobrescritos.

Por que os prazos são tão importantes na preservação da prova digital?

A urgência na preservação das provas digitais decorre da facilidade com que tais dados podem ser modificados ou excluídos, seja de forma intencional, seja por rotina dos sistemas. Prazos bem observados evitam a perda de evidências essenciais em investigações civis, criminais, trabalhistas ou administrativas.

Principais prazos legais na preservação de provas digitais

A legislação brasileira define obrigações e prazos para armazenamento de informações por provedores e plataformas digitais. Entender esses períodos é essencial para advogados, empresas e pessoas que necessitem preservar provas em meio digital.

Marco Civil da Internet e o prazo para armazenamento de registros

O Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) estabelece as principais bases da preservação de dados eletrônicos no Brasil. Seu artigo 15 obriga provedores de aplicações de internet a manter os registros de acesso a aplicações por, pelo menos, seis meses. Já os provedores de conexão à internet devem guardar os registros de conexão por um ano (artigo 13). Essa obrigação limita-se aos registros, não sendo exigida a guarda do conteúdo da comunicação.

Principais prazos segundo o Marco Civil da Internet

| Tipo de Registro | Provedor Responsável | Prazo mínimo de guarda |
|—————————–|——————————-|———————–|
| Registros de conexão | Provedor de conexão à internet| 1 ano |
| Registros de acesso | Provedor de aplicações | 6 meses |

Estes períodos contam a partir da data em que a comunicação foi realizada.

Prazos judiciais para providências de preservação

Quando há risco iminente de perda de prova digital, a parte pode recorrer ao pedido de tutela de urgência (artigos 300 e 305 do Código de Processo Civil – CPC), solicitando ao juiz a determinação de preservação imediata da informação. Nesses casos, o prazo para o cumprimento da decisão é determinado pelo magistrado, podendo ser curtíssimo, diante do risco de perecimento do dado.

Recomenda-se agir tão logo surja a necessidade, preferencialmente antes mesmo da propositura da ação principal, por meio de ação de produção antecipada de provas (CPC, art. 381). Nessa hipótese, o juiz poderá determinar prazos específicos e notificar empresas, provedores ou partes envolvidas, exigindo resposta rápida.

Notificações extrajudiciais e resposta das plataformas

Na via extrajudicial, não há prazo legalmente fixado para resposta à solicitação de preservação de prova por parte dos provedores. Contudo, recomenda-se que a solicitação seja efetuada imediatamente após a identificação da necessidade. Muitas plataformas estrangeiras exigem pedidos formais, geralmente por meio de formulários próprios, e seus prazos de resposta variam conforme política interna.

Documentos e procedimentos fundamentais para preservação da prova digital

A atuação efetiva na preservação digital exige alguns passos:

1. Identificar com precisão o dado a ser preservado: Inclua URLs, horários, identificadores ou nomes de usuário sempre que possível.
2. Reunir evidências iniciais: Faça prints, vídeos ou registros forenses, se couber, para fundamentar o pedido.
3. Formalizar solicitação ao responsável pela informação: Pode ser via notificação extrajudicial ou judicial.
4. Protocolar o pedido judicial, se necessário: Utilizando tutela de urgência ou produção antecipada de provas.
5. Acompanhar o cumprimento: Solicitar certidões, e-mails de confirmação ou despachos judiciais atestando a conservação do dado.

Consequências de perder prazos na preservação da prova digital

A perda dos prazos para solicitar ou obter a preservação pode tornar impossível o acesso à prova digital, pois dados podem ser apagados por rotina ou manualmente pelas partes envolvidas. Em ações judiciais, a ausência da prova pode inviabilizar a comprovação de fatos relevantes e comprometer direitos.

Além disso, caso empresas descumpram a obrigação legal de guarda de registros prevista pelo Marco Civil, podem ser responsabilizadas administrativamente, civilmente e até criminalmente, a depender da situação.

Boas práticas em preservação digital diante dos prazos

– Monitore constantemente informações relevantes ao seu caso ou interesse, pois a janela de preservação inicia-se na data da comunicação digital.
– Atue preventivamente: ao identificar o risco de perda, prefira pedidos antecipados ou medidas de urgência.
– Documente todo o processo: registre dossiês, protocolos e respostas para eventual necessidade de comprovação posterior.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual é o prazo mínimo que os provedores de internet devem guardar os registros de acesso?
Provedores de acesso à internet devem manter registros de conexão por pelo menos 1 ano, enquanto provedores de aplicações devem guardá-los por 6 meses, conforme o Marco Civil da Internet.

2. Como solicitar a preservação de uma prova digital com urgência?
O pedido pode ser feito judicialmente, por meio de tutela de urgência ou produção antecipada de provas, devendo ser fundamentado e apresentar as informações necessárias para identificação do dado.

3. O conteúdo das mensagens em redes sociais é armazenado pelo provedor?
Não. Em regra, os provedores guardam apenas os registros de acesso (logs), e não o conteúdo da comunicação, salvo ordem judicial específica.

4. O que pode ser feito se os dados já não existirem mais?
Se o prazo de retenção expirou ou o dado foi removido definitivamente, pode ser impossível recuperá-lo. Nesses casos, outras provas podem ser tentadas, como testemunhos ou evidências indiretas.

5. Plataformas internacionais seguem os mesmos prazos?
Não necessariamente. As políticas podem variar conforme legislação local ou própria da empresa, por isso a solicitação deve ser feita o quanto antes.

Conclusão

A observância rigorosa dos prazos é crucial para a efetiva preservação de provas digitais. Atuar com rapidez e precisão, adotando as medidas cabíveis no momento correto, é requisito essencial para proteger direitos e interesses em processos judiciais e extrajudiciais. Em caso de dúvidas ou situações complexas, a orientação de profissional especializado é recomendada.

O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar? A equipe do Blog RDM Advogados está disponível para auxiliar na correta preservação de provas digitais e na defesa dos seus direitos em ambiente eletrônico. Para contato, utilize nosso canal seguro do site ou acesse nosso endereço na Avenida Paulista, 1842, São Paulo.

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Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.

Conteúdo revisado pela equipe RDM Advogados Associados.

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