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Rândalos Madeira Advogados Associados

Direito trabalhista

como funciona estabilidade após acidente de trabalho

Por Dr. Rândalos D Madeira4 min de leitura

Como funciona estabilidade após acidente de trabalho A estabilidade após acidente de trabalho é um direito do trabalhador, previsto na legislação brasileira…

Como funciona a estabilidade após acidente de trabalho

A estabilidade acidentária protege o vínculo de emprego contra a dispensa sem justa causa quando preenchidos os requisitos legais. O artigo 118 da Lei 8.213/1991 prevê garantia mínima de 12 meses após a cessação do benefício por incapacidade temporária de natureza acidentária. Não se deve confundir esse benefício com o auxílio-acidente, que tem finalidade indenizatória.

Quem pode ter direito?

É necessário examinar o vínculo de emprego, o acidente ou a doença ocupacional, as datas e a relação com as atividades profissionais. Na regra geral descrita pela Súmula 378, II, do TST, consideram-se o afastamento superior a 15 dias e a percepção do benefício acidentário. Há uma exceção relevante para doença profissional constatada após a dispensa.

Doença ocupacional sem B91: o que muda?

No Tema 125, o TST esclareceu que, reconhecido após o término do contrato o nexo causal ou concausal entre a doença ocupacional e o trabalho, a garantia não depende de afastamento superior a 15 dias nem do recebimento de auxílio-doença acidentário. Portanto, a ausência de B91 não permite negar o direito automaticamente. Isso também não significa que qualquer doença gere estabilidade: a relação com o trabalho precisa ser demonstrada.

Contrato de experiência ou por prazo determinado

O prazo determinado não exclui, por si só, a proteção. A Súmula 378, III, do TST reconhece a estabilidade acidentária também nessa modalidade, que inclui o contrato de experiência. Não é correto atribuir ao STF uma negativa geral desse direito. Trabalho temporário sob regime próprio deve ser analisado especificamente, sem generalizações.

Duração e término do vínculo

A referência legal é de 12 meses após a cessação do benefício acidentário. Quando o nexo ocupacional é reconhecido posteriormente, é preciso examinar os documentos e a situação processual para definir o período protegido. Normas coletivas também devem ser conferidas.

A garantia não impede uma justa causa efetivamente comprovada. Pedido de demissão e acordo de desligamento exigem análise de validade, assistência e demais requisitos aplicáveis; não devem ser apresentados como renúncia automática à estabilidade.

Documentos para análise

  • Contrato, registros do vínculo e documentos da rescisão.
  • CAT, se emitida, e comunicações sobre o acidente.
  • Atestados, exames, prontuários e relatórios médicos pertinentes.
  • Decisões do INSS, espécie do benefício e datas de início e cessação.
  • Descrição das tarefas e documentos sobre as condições de trabalho.

A CAT é importante, mas não substitui a avaliação do nexo e dos demais requisitos. A ausência desse documento não encerra, sozinha, a discussão.

Resumo para consulta

Pontos de atenção na estabilidade acidentária
Questão Orientação
Prazo Referência legal de 12 meses após a cessação do benefício acidentário.
Contrato de experiência Não afasta a proteção apenas por ter prazo determinado.
Ausência de B91 Exige considerar a hipótese de doença ocupacional reconhecida após o término do contrato.
CAT Integra o conjunto de documentos; não substitui a análise do caso.

Perguntas frequentes

Contrato de experiência pode gerar estabilidade?

Sim, desde que os requisitos pertinentes sejam demonstrados. O término previsto do contrato não é uma exclusão automática.

Doença comum sempre gera estabilidade?

Não. Para a garantia aqui tratada, é necessário examinar a relação da doença com o trabalho. Outras garantias legais ou coletivas têm requisitos próprios.

O que fazer após uma dispensa possivelmente irregular?

Organize documentos e datas para avaliação jurídica. Reintegração, indenização substitutiva e demais medidas dependem do período protegido e da situação concreta, sem resultado assegurado.

Fontes oficiais

Atualização editorial em 10/10/2026: corrigidas as explicações sobre contratos a termo e doença ocupacional. Informação geral sujeita à análise dos fatos e documentos.

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Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.
Dr. Rândalos D Madeira

Conteúdo informativo da RDM Advogados Associados. Consulte a nota editorial para o status de revisão deste artigo.

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