Pular para o conteúdo
Rândalos Madeira Advogados Associados

Direito trabalhista

direitos e riscos em salário-maternidade

Por 7 min de leitura

Direitos e riscos em salário-maternidade O salário-maternidade é um benefício previdenciário garantido a trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, oferecendo…

Fotografia institucional aprovada pelo titular para uso editorial

Direitos e riscos em salário-maternidade

O salário-maternidade é um benefício previdenciário garantido a trabalhadores e trabalhadoras no Brasil, oferecendo suporte financeiro durante o afastamento obrigatório por motivo de nascimento, adoção ou guarda judicial de uma criança. O entendimento dos direitos e dos riscos envolvidos nesse benefício é fundamental tanto para proteger quem faz jus ao acesso quanto para evitar equívocos ou prejuízos futuros.

O que é o salário-maternidade?

O salário-maternidade é um benefício pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a seguradas e, em alguns casos, a segurados que precisam se afastar de suas atividades profissionais em razão do parto, adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção. Seu objetivo é assegurar condições dignas durante o período de licença regulamentado em lei.

Quem tem direito ao salário-maternidade?

Tem direito ao salário-maternidade a trabalhadora com carteira assinada, contribuinte individual, doméstica, facultativa, segurada especial (trabalhadora rural, por exemplo) e, em determinados casos, o trabalhador do sexo masculino, na hipótese de adoção ou de falecimento da mãe. O benefício pode ser requerido a partir do oitavo mês de gestação ou após o evento que motiva o afastamento.

Requisitos para concessão

– Cumprimento da carência mínima de 10 contribuições mensais para contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, exceto para empregada com registro formal, empregada doméstica e trabalhadora avulsa, nas quais não se exige carência.
– Comprovação do fato gerador, como certidão de nascimento, termo de guarda ou adoção, e, em muitos casos, atestado médico.
– Qualidade de segurado: estar em dia com as contribuições à Previdência Social ou dentro do período de graça, que mantém o direito mesmo após certo tempo sem contribuir.

Duração do benefício

O benefício é pago pelo prazo de 120 dias, podendo variar em alguns casos de adoção ou guarda judicial conforme a lei vigente. Para casos de natimorto, aborto previsto em lei ou situações similares, o prazo pode ser reduzido, segundo o que determina a legislação.

Direitos assegurados durante o salário-maternidade

Trabalhadoras e trabalhadores que recebem o salário-maternidade têm direitos específicos que vão além da simples remuneração.

Estabilidade no emprego

Ao empregado ou empregada com carteira assinada, a legislação garante estabilidade desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Em outras palavras, é proibida a demissão sem justa causa nesse período.

Manutenção de benefícios

Durante a licença-maternidade, o contrato de trabalho é apenas suspenso (não encerrado), então benefícios como plano de saúde, auxílio-creche ou outros previstos em acordo podem ser mantidos, dependendo da política da empresa.

Período de afastamento e retorno

O retorno ao trabalho está garantido ao final da licença e, em empresas com determinado número mínimo de funcionárias, existe ainda o direito à pausa para amamentação, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Riscos e situações de atenção no salário-maternidade

Embora o salário-maternidade seja um direito amplo, existem riscos e limitações relevantes que merecem atenção, seja para a segurada, seja para o empregador.

Fraudes e informações inconsistentes

Tentar obter o benefício mediante apresentação de documentação falsa, simulação de vínculo ou informações inverídicas pode configurar crime de estelionato previdenciário e ensejar, além da devolução dos valores, sanções civis e penais.

Perda da qualidade de segurado

O direito ao salário-maternidade exige manutenção da qualidade de segurado. Caso o trabalhador deixe de contribuir por longo período sem estar no chamado período de graça, pode perder o direito ao benefício até que seja regularizada a situação.

Negativas indevidas

Em alguns casos, o INSS pode negar o salário-maternidade, seja por interpretação rígida de documentos, por inconsistência cadastral ou ausência de comprovantes formais. Nesses casos, é possível recorrer administrativamente e, em último caso, buscar o Judiciário.

Riscos para empregadoras e empregadores

Deixar de repassar informações ao INSS ou não cumprir as obrigações trabalhistas durante o afastamento pode gerar autuações e multas administrativas, além de eventual responsabilização trabalhista e previdenciária.

Documentos e comprovações necessários

A documentação correta é essencial para ter acesso ao salário-maternidade e evitar riscos de recusa ou questionamentos posteriores. Os principais documentos incluem:

– Documento de identificação com foto
– Certidão de nascimento da criança (ou de natimorto, se aplicável)
– Termo de guarda ou de adoção, se for o caso
– Atestado médico com a data provável do parto quando o benefício é requerido antes do nascimento
– Comprovantes de contribuição ao INSS, quando necessário

Cada categoria de trabalhador pode ter documentos específicos exigidos pelo INSS no momento do requerimento.

Diferenças por categoria de segurado

Os direitos e trâmites para solicitar o salário-maternidade variam conforme o tipo de vínculo com a Previdência Social:

| Categoria | Carência exigida | Quem paga o benefício | Observações |
|————————|——————|————————–|———————————————————-|
| Empregada Urbana/Rural | Não | INSS cobre parte; empresa paga outra | Estabilidade garantida até 5 meses após parto |
| Contribuinte Individual| 10 meses | INSS | Precisa estar em dia com as contribuições |
| Doméstica | Não | INSS | Empregador comunica o afastamento |
| Avulsa | Não | INSS | Contratante comunica o afastamento |
| Segurada Especial | 10 meses | INSS | Fornece declaração do sindicato ou órgão competente |
| Adotante e Guardião | Pode variar | INSS ou Empresa | Requer decisão judicial que conceda guarda ou adoção |

Impacto no recolhimento do FGTS e INSS

Durante o período do salário-maternidade, permanecem as obrigações do empregado e do empregador quanto ao pagamento do FGTS. O INSS, por sua vez, mantém o recolhimento das contribuições normalmente, exceto para casos previstos em lei, como o de seguradas especiais.

Possibilidade de prorrogação

A legislação não prevê prorrogação do salário-maternidade, salvo em casos judiciais específicos, como parto prematuro extremo ou complicações graves, desde que comprovadas e autorizadas judicialmente.

Acúmulo com outros benefícios

O recebimento do salário-maternidade normalmente não pode ser acumulado com benefícios como auxílio-doença. Caso ambos sejam devidos, a ordem de prevalência é determinada pela situação que ensejou o afastamento.

Principais riscos ao solicitar ou receber salário-maternidade

– Apresentar informações ou documentos incorretos, levando à recusa ou à obrigação de devolução de valores posteriormente.
– Perder o prazo para requerimento junto ao INSS, resultando em pagamento retroativo limitado ou, em casos extremos, perda do benefício.
– Descumprir obrigações junto ao empregador ou ao órgão previdenciário, gerando entraves ou demora no processo.

Síntese: assegure seus direitos e evite riscos

O salário-maternidade é um direito que visa proteger a saúde e a subsistência da família no momento da chegada de uma nova criança. No entanto, é fundamental preencher os requisitos, reunir documentação adequada e manter a regularidade contributiva para garantir o acesso ao benefício, evitando riscos de negativas, devoluções e processos administrativos ou judiciais.

Se surgirem dúvidas ou dificuldades com o benefício, é recomendável buscar orientação qualificada para proteger seus direitos e evitar prejuízos. O acompanhamento especializado pode diferenciar uma concessão tranquila de um processo complexo e demorado.

Em caso de necessidade, conte com o time do RDM Advogados para análise do seu caso e orientação adequada.

O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar? Fale conosco pelo canal seguro do site.

O que aconteceu e qual decisão você precisa tomar?

Instagram · LinkedIn · YouTube · TikTok · X · Google Meu Negócio

Este conteúdo tem finalidade informativa e considera regras gerais. A solução jurídica depende da análise dos fatos, documentos, prazos e jurisdição aplicáveis ao caso concreto.

Conteúdo revisado pela equipe RDM Advogados Associados.

Informação ajuda. Orientação jurídica decide.

Conteúdo educativo, notícias e análises para compreender riscos, prevenir conflitos e identificar quando buscar atendimento profissional.

Falar com a RDM Advogados